Polícia

Familiar de personal trainer cobra exoneração de PM que confessou assassinato

Em entrevista à equipe de TV, parente de Rozeli Nunes destacou suas qualidades como mãe, esposa e profissional e cobrou justiça: “tem que ser condenado a 50 anos”.

A família da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, assassinada pelo policial militar Raylton Duarte Mourão, declarou ter convicção de que o crime foi planejado pelo suspeito e cobrou que ele seja exonerado da Polícia Militar, além de julgado e condenado. Sem revelar a identidade, um familiar concedeu entrevista à TV Centro América e falou sobre como era a vítima.

“Era uma pessoa incrível, uma excelente mãe, uma excelente esposa, uma excelente profissional. Uma pessoa muito querida… Não tem nada de negativo para falar. Era uma pessoa incrível, maravilhosa. Nunca foi de brigar com ninguém, muito pelo contrário”, disse o familiar.

A hipótese de premeditação do crime também foi destacada pelo familiar que falou com a imprensa.

“Ele fez isso planejado, tudo muito articulado. Tudo indica que, no dia 21 de agosto, ele estava aqui, dando voltas aqui, dando volta aqui na rua que ela morava. Com certeza era ele, numa moto vermelha sem placas. Então, ele já estava planejando”.

O dia 21 de agosto foi quando o militar se entregou à polícia e, no dia seguinte, confessou que havia matado a vítima por sofrer ‘obsessão’ de um ‘demônio’. O crime ocorreu 10 dias antes.

Também cobrou que o militar deixe a corporação, tendo em vista que ocupa a função de proteger a população.

“Foi muito mais revoltante saber que isso foi feito por uma pessoa que, na verdade, era pra proteger. A gente pede justiça, que ele seja exonerado no mínimo, que seja julgado e que, no mínimo, pegue 50 anos de prisão, que é o que ele merece”, opinou.

Motivação

Raylton é investigado por matar a tiros a personal trainer Rozeli nas proximidades de sua casa, em Várzea Grande, no dia 11 de setembro. A vítima e os suspeitos, sendo o PM e a esposa Aline Valandro Kounz, tiveram uma briga de trânsito envolvendo o carro dela, um caminhão-pipa da empresa do casal e uma motocicleta.

Como o casal não custeou os danos causados e nem mesmo o motociclista, Rozeli decidiu mover um processo contra o PM e a esposa por reparação de danos materiais e morais, pedindo uma indenização de R$ 24.654,63.

O crime ocorreu dias antes de uma audiência de conciliação entre as partes.

A Justiça determinou o mandado de prisão temporária contra ele e esposa quatro dias depois do crime e ele se entregou à polícia. Depois de passar a noite na sede da Força Tática, foi encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa para prestar depoimento, quando confessou o crime.

Leiagora
Foto: montagem / Leiagora

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