Política

Itanhangá: criança de 13 anos denuncia o pai por estupro

Suspeito já foi denunciado por crime semelhante em 2017, contra enteada

Uma adolescente de 13 anos denunciou o próprio pai, de 35, por estupro de vulnerável, na madrugada de sábado (11), no distrito de Simione, em Itanhangá (560 km de Cuiabá). O homem foi detido pela Polícia Militar e levado à delegacia do município, onde negou as acusações.

De acordo com o boletim de ocorrência, a menina relatou que o pai entrou no quarto onde ela dormia com as três irmãs mais novas, por volta da 1h da manhã, dizendo que queria acalmar uma das crianças que havia acordado assustada. A vítima afirmou ter adormecido novamente e despertado ao perceber o homem tocando seu corpo. Com medo, fingiu estar dormindo até que ele deixasse o cômodo.

Horas depois, a família viajou até Itanhangá para visitar uma tia paterna. No retorno, no fim da tarde, o suspeito teria se aproximado da filha e feito novas insinuações de teor sexual, o que levou a adolescente a fugir para a casa de uma vizinha, levando consigo as irmãs menores, por temer que elas também corressem risco.

Segundo o registro policial, o homem ainda foi até a residência onde as filhas buscaram abrigo e ameaçou agredir a adolescente caso ela voltasse para casa, dizendo que “não adiantaria chamar o Conselho Tutelar nem a polícia”. Pouco depois, a madrasta das crianças chegou ao local e levou as demais filhas, mas a vítima se recusou a retornar.

O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o caso. A adolescente confirmou todos os fatos em depoimento, enquanto o suspeito negou as acusações. As irmãs que estavam dormindo no momento disseram não ter percebido nada de anormal.

A polícia informou ainda que o homem já havia sido acusado em 2017 por crime semelhante, cometido contra uma enteada. A vítima permanece sob os cuidados do Conselho Tutelar, e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, canal do Governo Federal disponível 24 horas por dia. A população também pode procurar o Conselho Tutelar, a Polícia Civil ou a Polícia Militar mais próxima. Denunciar é um ato de proteção e pode salvar vidas.

Leiagora

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