Opinião

Como Bolsonaro usa a Justiça para manter a narrativa de vítima

Bolsonaro fez o pedido de liberdade sabendo que Moraes negaria.

O pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar sua prisão domiciliar — e a subsequente negativa do ministro Alexandre de Moraes — não foi um simples revés jurídico: é claro que o movimento faz parte de uma calculada estratégia política para alimentar sua base com a narrativa de perseguição.

O ministro justificou a manutenção das restrições e da prisão domiciliar citando o “fundado receio de fuga” do réu e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal, especialmente após a condenação de Bolsonaro.

Para Guga e Ricardo Noblat, o objetivo principal do ex-presidente não é a liberdade imediata, mas sim criar um ciclo onde ele provoca a Justiça e usa a recusa do STF para se vitimizar.

A repetição dessa estratégia visa solidificar a imagem de um líder injustiçado pela Justiça e pelo ministro Alexandre de Moraes, mantendo mobilizada a ala mais fiel de seus apoiadores. A negativa de Moraes, portanto, é transformada em um ativo político, e não um obstáculo.

 

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