Cultura

Tiquira: A traducional bebida roxa do Maranhão fica sofisticada depois de virar Patrimônio Cultural e frequentar festas de luxo

tiquira, aguardente artesanal com raízes profundas na cultura do Maranhão, está ganhando destaque para além das lendas populares. Tradicionalmente conhecida por sua coloração roxa ou azulada e seu alto teor alcoólico, a bebida foi oficialmente reconhecida em 2023 como Patrimônio Cultural Imaterial Maranhense, um marco para a preservação de uma tradição ancestral.
Produzida a partir da destilação da mandioca fermentada, a tiquira é um símbolo da miscigenação cultural do Brasil. Sua origem remonta aos métodos indígenas de fermentação, como o cauim, que foram aprimorados com as técnicas de destilação introduzidas pelos colonizadores europeus. Esse processo artesanal resulta em uma bebida de sabor único e identidade forte.
Embora a tiquira pura seja transparente após a destilação, sua característica cor violeta, que a torna visualmente icônica, é frequentemente conferida pela infusão de folhas de tangerina ou, em algumas produções artesanais, pela adição de corante violeta de metila. Com um teor alcoólico robusto, que varia entre 38° e 54° GL (Gay-Lussac), é uma bebida que exige moderação.
As histórias que cercam a tiquira também são parte integrante de seu charme. A lenda popular mais famosa adverte que, após algumas doses, o consumidor não deve molhar a cabeça ou tomar banho, sob o risco de ficar “aluado” — um aviso folclórico que mistura humor e sabedoria local sobre os efeitos da bebida. O reconhecimento como patrimônio cultural solidifica o lugar da tiquira não apenas nas festas e mesas do Maranhão, mas como um elemento vital da história e identidade da região.
Redação com informações da Secretaria de Cultura do Maranhão
Imagem: Facebook

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *