Polícia

Jaciara-MT: Polícia descobre depósito clandestino de cigarros eletrônicos após denúncia anônima

Uma equipe do Grupo de Apoio Policial (GAP) desarticulou, nesta data, um esquema de armazenamento e comercialização clandestina de cigarros eletrônicos após receber denúncia anônima sobre a existência de um depósito ilegal desses produtos.

De acordo com as informações repassadas, o responsável pelo depósito teria contratado um entregador para realizar a distribuição das mercadorias aos usuários, utilizando uma motocicleta Honda Bros, de cor vermelha, com uma bag de entregas semelhante às usadas por aplicativos de delivery de alimentos, com o objetivo de despistar a fiscalização policial. Ainda segundo a denúncia, os cigarros eletrônicos seriam armazenados e comercializados a partir da própria residência do suspeito, identificado como Lucas.

Durante diligências, a equipe policial visualizou uma motocicleta Honda Bros vermelha, placa RAZ-9B01, transitando em alta velocidade e oriunda do mesmo bairro onde residia o denunciado. Diante da fundada suspeita, foi realizada a abordagem policial. Na revista pessoal e veicular, os policiais localizaram, no interior da bag de entregas, três cigarros eletrônicos e uma máquina de cartão da marca Tom, utilizada para o recebimento de valores provenientes da venda ilícita dos produtos.

Em entrevista, o condutor afirmou que era remunerado apenas para realizar as entregas, informando que o responsável pela mercadoria seria um indivíduo chamado Lucas, o que, em tese, caracteriza participação no crime de contrabando.

Com base nas informações já conhecidas e diante da situação de flagrante, a equipe se deslocou até a residência do suspeito. No local, Lucas foi encontrado sentado no sofá da sala e confirmou que armazenava cigarros eletrônicos em um dos quartos do imóvel para fins de comercialização. Após franquear a entrada dos policiais, foi localizada grande quantidade de dispositivos eletrônicos para fumar, de diversas marcas e modelos, todos sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além da quantia de R$ 1.030,00 em dinheiro, proveniente da venda do material ilegal.

Diante dos fatos, foi constatado que o suspeito importava, armazenava e comercializava mercadoria de importação proibida, configurando, em tese, o crime de contrabando, previsto no artigo 334-A do Código Penal. A conduta também pode caracterizar crime contra a saúde pública, conforme o artigo 273 do Código Penal, além de possível associação criminosa, devido à divisão de tarefas entre depósito e entregador.

Todo o material foi apreendido e encaminhado para as providências legais cabíveis. A polícia destacou ainda que o suspeito já possui passagem criminal pelo mesmo crime, registrada no ano de 2024, no município de Rondonópolis.

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Da redação

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