Cultura

Assumindo o Protagonismo da Própria História

*Nilza Maria da Silva


Assumir o protagonismo de sua própria história é uma competência cada vez mais necessária em nosso meio. Quando se fala em assumir é porque alguém ou algo está no controle. O que existia se perdeu em meio a vivência do dia a dia, bem como as mudanças que o mundo enfrenta em todas as áreas de nossa vida, nos levando a uma moldagem que vai de certa forma trazendo um peso, que cedo ou tarde o sistema não aguenta carregar. O ponto principal é o autoconhecimento, seguido de aceitação da vulnerabilidade. O meu convite hoje é para uma reflexão sobre como as influências externas tem moldado suas escolhas diárias, enquanto busca clareza nas vozes interiores frequentemente abafadas pelo ruído do mundo.
E o que falar das nossas expectativas? Familiares, pressões sociais, ideias preconcebidas sobre o que “deveríamos” ser ou fazer. Mas quem sou eu nessa história? Onde está a minha voz? É difícil olhar para dentro e confrontar essa realidade. A rotina diária pode nos engolir de tal forma que perdemos a noção do nosso próprio protagonismo.
Uma metáfora muito útil é imaginar-se construindo uma ponte entre onde você está agora e onde deseja estar emocionalmente, mentalmente, espiritualmente… essa ponte será feita de autoconhecimento e decisão consciente sobre o papel importante que você deseja desempenhar na sua própria história.
A construção dessa ponte começa reconhecendo as influências externas presentes em sua vida atual: identifique-as!
Assim como qualquer bom protagonista enfrenta desafios antes da resolução final da trama, porque sim! Cada ato tem seus altos e baixos— esse caminho exigirá esforço contínuo para estabelecer limites saudáveis frente às imposições externas. Não há atalhos nesse processo, ele requer paciência consigo mesmo, enquanto aprende a navegar pelas águas turbulentas das expectativas alheias. Ao refletir sobre sua vida atual, saiba que o primeiro passo para reassumir o controle da sua narrativa é entender quais influências externas moldam suas decisões cotidianas.
*Nilza Maria da Silva – É servidora pública, psicanalista, terapeuta, mentora de mulheres, e uma cristã apaixonada por desenvolvimento emocional e espiritual, dedicando sua vida a acolher, ensinar e conduzir mulheres a um lugar de cura interior e despertar seu potencial.
Foto da autora: Acervo.
Foto da capa da coluna: Cesar Augusto.

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