Geral

Fragata Tamandaré é incorporada à Marinha no Rio; veja o raio-x do novo navio de guerra do Brasil

Primeira da nova classe construída em Itajaí (SC), a embarcação F200 tem tecnologia ‘stealth’, mísseis, sonar e capacidade de atuação em múltiplos cenários.

A Marinha do Brasil incorpora nesta sexta-feira (24), em cerimônia pela manhã no Rio de Janeiro, a Fragata Tamandaré (F200), primeiro navio de uma nova classe construída no país.

Com tecnologia de última geração, capacidade de atuação simultânea em diferentes tipos de guerra – submarina, de superfície e aérea – e foco na proteção da chamada Amazônia Azul, a embarcação marca a renovação do poder naval brasileiro.

O nome, em homenagem ao Almirante Tamandaré, patrono da Marinha no Brasil, reflete a importância do novo navio.

Veja abaixo um raio-x do novo navio.

Novo contrato para ter 8 fragatas

Fragata Tamandaré na entrada da Baía de Guanabara, com o Pão de Açucar e o Cristo ao fundo — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Construída em Itajaí (SC), com mão de obra nacional e transferência de tecnologia alemã ao custo de cerca de R$ 3 bilhões, a fragata é a primeira de quatro unidades previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré, voltado à modernização da esquadra. A previsão é que todas as quatro fragatas estejam prontas até 2029.

A incorporação da F200 ocorre após a chamada “Mostra de Armamento”, cerimônia que marca a entrega do navio ao setor operativo da Marinha.

Depois da cerimônia nesta sexta, a Marinha e empresa alemã responsável pelo projeto assinaram um documento no qual se comprometem com a compra de mais quatro fragatas. O planejamento do governo federal é chegar a oito novas embarcações.

Papel na Amazônia Azul

 

A Marinha chama de "Amazônia Azul" o mar territorial e a zona econômica exclusiva; veja no mapa a extensão da proteção do mar brasileiro — Foto: Marinha/divulgação

A Marinha chama de “Amazônia Azul” o mar territorial e a zona econômica exclusiva; veja no mapa a extensão da proteção do mar brasileiro — Foto: Marinha/divulgação

As fragatas da nova classe são consideradas estratégicas para a proteção da área marítima conhecida como Amazônia Azul, sob jurisdição brasileira, e que ultrapassa 5,7 milhões de km².

A segurança será não somente no controle da criminalidade, mas também de controle da soberania nacional, sobretudo pela vigilância das chamadas terras raras.

Além da defesa, os navios também devem atuar em missões internacionais e reforçar a presença do Brasil em áreas de interesse estratégico.

Segundo a Força, a embarcação será usada para:

  • monitoramento do espaço marítimo;
  • defesa de ilhas oceânicas;
  • proteção de estruturas estratégicas;
  • e na segurança das rotas de comunicação marítima.

Raio-x da Fragata Tamandaré

 

Raio-x da Fragata Tamandaré (F200) — Foto: Arte/g1

Raio-x da Fragata Tamandaré (F200) — Foto: Arte/g1

Dimensões e estrutura:

  • 107,2 metros de comprimento — equivalente a um campo de futebol
  • 20,2 metros de altura — cerca de um prédio de seis andares
  • Pista e hangar para helicóptero, ampliando o alcance operacional

 

 Desempenho:

  • Velocidade máxima: 25 nós (aproximadamente 47 km/h)
  • Autonomia: 5.500 milhas náuticas
  • Tripulação: 154 militares

 

 Tecnologia embarcada:

A fragata reúne sistemas considerados de ponta:

  • Sistema de combate integrado, que centraliza informações e decisões
  • Radar de vigilância aérea e de superfície, capaz de detectar alvos a longas distâncias
  • Sensores de guerra eletrônica, que monitoram sinais e emissões no ambiente
  • Sonar de casco, para identificação de ameaças submarinas
  • Sistemas eletro-ópticos e infravermelhos
  • Características stealth, que reduzem a detecção por radares
  • O sistema de gerenciamento de combate utiliza algoritmos para identificar e classificar ameaças e indicar a melhor resposta em tempo real

Marinha do Brasil apresenta novo navio de guerra

Poder de fogo

 

Fragata Tamandaré — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

A Tamandaré foi projetada para atuar simultaneamente em diferentes cenários de combate:

  • Mísseis antinavio, para ataques contra embarcações
  • Mísseis antiaéreos de lançamento vertical, para defesa contra aeronaves
  • Torpedos, voltados ao combate submarino
  • Canhão de 76 mm de tiro rápido
  • Metralhadoras 12,7 mm
  • Sistemas de autoproteção antimíssil

 

Fotos da Fragata Tamandaré

 

Fragata Tamandaré — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré vista de cima — Foto: Divulgação/Marinha do BrasilFragata Tamandaré vista de cima — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré na Baía de Guanabara, em direção ao vão central da Ponte Rio-Niterói — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré na Baía de Guanabara, em direção ao vão central da Ponte Rio-Niterói — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré na Baía de Guanabara, ao lado do Aeroporto Santos Dumont — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré na Baía de Guanabara, ao lado do Aeroporto Santos Dumont — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

Fragata Tamandaré — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

g1

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *