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Moldex Brasil antecipou era dos esportivos nacionais de fibra, mas fracassou no mercado

Antes de Puma, Lafer e Gurgel, a paulistana Moldex Brasil já apostava nos carros nacionais de fibra de vidro. A pequena fábrica lançou, no Salão do Automóvel de 1961, o MB, modelo com chassi e motor DKW-Vemag e carroceria de poliéster projetada por Roberto Eugenio Stieler.

Segundo reportagem de Mauro Salles publicada no GLOBO, o protótipo só ficou pronto no encerramento do evento. A empresa planejava iniciar a produção com um carro por semana e ampliar o ritmo nos meses seguintes, metas que nunca se concretizaram.

No Salão de 1962, dois novos exemplares do MB foram exibidos com melhorias no acabamento e visual conversível com capota rígida removível. Equipado com mecânica DKW-1000, o modelo chegou a ser elogiado pela imprensa especializada e ganhou o apelido de “Thunderbird brasileiro”, dado pelo jornalista americano Jim Whiple, da revista “Popular Mechanics”.

Apesar da boa recepção, o projeto não avançou. Em 1963, o jornalista José Lago resumiu o destino do pioneiro fora de série: “O MB não teve o sucesso que merecia, talvez por ter aparecido muito cedo”.

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