Cultura

Redução de Danos

* Ivanildo Ferreira

Nos dias que correm as pessoas desejam ser felizes o quanto mais melhor. E, em sendo felizes querem viver o mais do melhor. Estas preocupações futuras, e via de regra, pela imprecisão do que venha a ser a felicidade se acham, e por se acharem, se tornam infelizes. De acordo com a pós-modernidade, a pessoa que irá viver um mil anos já está em nosso meio. Mais, com a força e atração da juventude.

Entretanto, nestes imaginários esquecem-se de um dado básico: fechar acordos com Thanatus e Hebe. Estes cenários as tornam infelizes. Jim Brown (1936/2023) vaticinou que “as pessoas se chateiam em ser crianças, têm pressa de crescer, e depois tem vontade de ser crianças novamente. Perdem sua saúde para ganhar dinheiro e depois gastam o dinheiro para recuperar a saúde. Especulam tão ansiosamente sobre o futuro, e lá como serão felizes, e assim desvalorizam o presente. Não vivem nem no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem existido”.

Autoajuda; dizem os sectários. Piegas dizem os materialistas de orelhas de incunábulos. Pessoalmente digo que ambos estão errados. Mais que isto; assevero que as sentenças equivocadas dependem de onde elas veem o sol; nascente? a pino? ou poente? O objeto se muda, à cada ponto ou horário do observador. E é até meio natural que assim ocorra. O grande senhor da ressureição afirmou: se tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a esta montanha: vá daqui para lá, e ela irá. Aos últimos, o grande teólogo do cristianismo primitivo disse: se alguém dentre vós não quiser trabalhar, pois também convém que não coma.

A conclusão deste nosso armistício talvez seja percebermos que: nem tanto ao mar, nem tanto à terra, porque a força verdadeira está no meio. Assim, reduzir danos pessoais e comunitário de causas de infelicidade, pode ser uma rodoviária com diversas opções de viagens; largas avenidas ou trilheiros rumo à felicidade. Ainda se pode descobrir nos destinos ofertados, revelações do quão felizes já somos. Não se trata de mudar o mundo, ou então viver e alimentar-se com a luz solar – para; e somente então ser feliz. Do seu minuendo; subtraia as causas de infelicidades. Pode ser que o resto, já seja sua felicidade do hoje que está perdendo. A felicidade é o caminho, com passagem somente de ida.

*Ivanildo José Ferreira

– É professor aposentado da UFMT

e cidadão rondonopolitano.

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