Polícia

Homem é salvo de execução ao gritar por socorro durante tortura

O homem estava sendo submetido a um “salve”, tipo de tortura usada por facções para arrancar informações ou aplicar punições internas.

Gritos de “não me mata, por favor” levaram policiais civis a interromperem uma sessão de tortura e impedirem a execução de um homem de 24 anos, na tarde de quarta-feira (10), em Juína (730 km de Cuiabá). A vítima foi encontrada amarrada, sob domínio de integrantes de uma facção criminosa.

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A equipe da Delegacia de Juína investigava um Honda HR-V com placas clonadas, ligado a um homicídio e ocultação de cadáver ocorridos recentemente no município. Durante o monitoramento, os policiais viram o veículo chegar a um bar frequentado por membros da facção e quatro homens empurrarem violentamente uma pessoa para dentro do imóvel.

Ao se aproximarem, os policiais ouviram os pedidos desesperados de socorro e entraram no local, onde encontraram a vítima amarrada. Os suspeitos tentaram fugir pulando muros das casas vizinhas, mas dois deles, de 22 e 29 anos, foram presos. Os outros escaparam por uma área de mata.

De acordo com as investigações preliminares, o homem estava sendo submetido a um “salve”, tipo de tortura usada por facções para arrancar informações, confissões ou aplicar punições internas. Cordas e duas facas, que seriam usadas na execução, foram apreendidas.

“A rápida intervenção foi determinante para preservar a vida da vítima. Os próprios policiais ouviram as súplicas momentos antes de entrarem”, afirmou o delegado Jean Andrade.

Durante as buscas, a polícia também recolheu porções de cocaína e maconha prontas para venda, balança de precisão, munições calibre .40, celulares e outros materiais de tráfico. O Honda HR-V tinha placas adulteradas e era roubado.

Os dois presos têm longo histórico com o tráfico e com a facção que atua na cidade. Um deles era foragido da Justiça de Rondônia, com mandado de prisão por roubo expedido pela Comarca de Vilhena, que foi cumprido durante a ação.

Eles poderão responder por organização criminosa, tortura, sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas, receptação, adulteração de veículo, entre outros crimes. As investigações continuam para localizar os que fugiram.

Leiagora
Foto: divulgação

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