Local

Demolição do Cine Teatro Ypê apaga mais um capítulo da história de Rondonópolis

Antes era assim…

Hoje, está assim só um monte de ferragens

Aos poucos, nossa cidade vai perdendo suas memórias. Em um momento, é um pioneiro que parte, levando consigo histórias e referências; em outro, é um prédio demolido. Assim, parte da nossa história vai se perdendo para sempre. No último domingo (26), foi demolido o prédio do Cine Teatro Ypê.

Construído no início da década de 1960 pelos irmãos Osvaldo e José Pinto, pioneiros e exibidores da sétima arte no município, o Cine Teatro Ypê foi precedido pelo Cine Meridional, que ainda permanece de pé na esquina da Avenida Marechal Rondon com a Rua Afonso Pena, graças ao tombamento do prédio.

Durante muitos anos, o Cine Ypê foi o principal centro de eventos, diversão, cultura e lazer de Rondonópolis, até que os irmãos Pinto construíram o luxuoso Cine Avenida, na Avenida Amazonas. Os dois cinemas acabaram sendo desativados por falta de público, com o advento dos videocassetes e a expansão das videolocadoras na cidade.

As duas salas exibiram grandes clássicos do cinema mundial e se consolidaram como importantes opções de lazer e entretenimento para a população. O Cine Ypê também foi palco de shows de renomados artistas nacionais e internacionais, como Trio Los Panchos, Rita Pavone Cover, Paulo Sérgio, Wanderley Cardoso, entre tantos outros que passaram por seu palco.

Lá também aconteciam os festivais de música local, que revelaram grandes nomes da cena musical rondonopolitana, entre eles Zé Damião, Zé Pretinho, Trio Araguaia, Trio Continental, Sílvio e Silvinha, Olímpio Alves e tantos outros artistas locais.

Aos domingos, aconteciam as saudosas matinês, quando a criançada chegava bem antes do horário para trocar gibis e, depois, assistir aos filmes de Tarzan, Mazzaropi e aos faroestes que encantavam toda a garotada. À noite, era a vez dos casais de namorados, que faziam do cinema um tradicional ponto de encontro.

Infelizmente, a demolição do prédio do Cine Teatro Ypê representa mais um capítulo da história de Rondonópolis que se perde para sempre.

José Carlos Garcia/da redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *