Editorial

Árvores urbanas: preservar é cuidar da saúde e da qualidade de vida

Dia desses, circulou pelas redes sociais um vídeo de uma senhora destruindo mudas de árvores recém-plantadas no centro da cidade. Tempos atrás, a imprensa também noticiou, com imagens, o caso de um cidadão que, utilizando uma motocicleta atrelada a uma carretinha, retirava grama de um canteiro público. Casos como esses causam revolta e indignação na população de nossa cidade.

A poluição atmosférica traz impactos sérios para a saúde humana, e todos nós sabemos disso. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crônicas, cardiovasculares, entre outras. Ao mesmo tempo, o calor nas zonas urbanas vem aumentando, paralelamente à expansão das áreas asfaltadas e do concreto, situação agravada sobremaneira pelo desmatamento desenfreado de nossas matas.

Vários estudos têm demonstrado que o plantio e a preservação de árvores nas áreas urbanas podem contribuir significativamente para amenizar esses problemas. Agora que temos um prefeito disposto a enfrentar a questão com coragem e buscar soluções para o intenso calor que temos enfrentado diariamente, surgem os “espíritos de porco”, sem consciência e sem qualquer respeito pelo patrimônio público, destruindo aquilo que deveria ser preservado por todos.

No caso de Rondonópolis, seria necessária a criação de um Departamento de Parques e Jardins, responsável pela gestão, manutenção e preservação dos parques, praças, canteiros e demais áreas verdes da cidade. O prefeito Cláudio Ferreira, que possui formação em paisagismo, poderia contratar um estudo técnico para avaliar a viabilidade da criação desse departamento. Com uma estrutura específica, nossos canteiros, praças e jardins certamente poderiam receber cuidados mais adequados e permanentes.

Árvores urbanas não podem, nem devem, ser consideradas um luxo. São uma necessidade e um patrimônio coletivo. Elas ajudam a reduzir as ilhas de calor, melhoram o microclima, contribuem para a qualidade do ar, oferecem sombra e proporcionam melhores condições de vida tanto nas cidades quanto no campo.

É sempre importante lembrar por que as árvores urbanas são tão importantes para a saúde e para a qualidade de vida. Cada município deveria promover encontros, seminários e campanhas permanentes para discutir o plantio, a preservação e os cuidados com a arborização urbana. Professores da rede municipal também poderiam ser preparados para atuar como multiplicadores dessas informações junto aos estudantes e às famílias.

Não basta dizer que as árvores são importantes. É preciso transformar o discurso em ação. Precisamos conscientizar a população e ocupar cada espaço adequado e disponível com uma nova muda, acompanhando seu crescimento e garantindo sua preservação.

Somente assim teremos cidadãos mais conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente e com o patrimônio público. Cuidar das árvores, dos canteiros e das áreas verdes é cuidar da cidade e, principalmente, cuidar da vida.

José Carlos Garcia/da editoria

 

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