Opinião

SERÁ QUE RONDONÓPOLIS AINDA É UM CURRAL ELEITORAL?

Por Erik Valeriano

Existe uma velha prática da política brasileira que insiste em sobreviver: a ideia de que determinados grupos são donos dos votos, das regiões e até do direito de decidir quem pode ou não disputar uma eleição.

E, infelizmente, estamos vendo esse comportamento ressurgir.

Em vez de apresentar projetos, mostrar preparo, contar a própria história, apresentar o que já fez por Rondonópolis e o que pode fazer pelo nosso município, alguns preferem tentar desconstruir quem ousa disputar o mesmo espaço.

É a velha política do “se não consigo vencer, tento impedir que o outro cresça”.

Mas o candidato deve mostrar sua própria trajetória, suas realizações e suas propostas. Não pode viver à sombra de outros políticos, nem depender exclusivamente do nome, da influência ou da estrutura de terceiros.

Isso lembra o velho coronelismo, quando determinados grupos acreditavam que o poder lhes dava o direito de decidir quem poderia ou não participar da vida política.

Só que o eleitor mudou.

O cidadão não precisa de padrinho político para escolher em quem votar. Não precisa receber autorização de liderança alguma. E, principalmente, não aceita ser tratado como propriedade eleitoral.

Democracia não é eleição sem adversários. É disputa de ideias, projetos e, acima de tudo, respeito ao eleitor.

Quem tem história, trabalho e proposta para mostrar não precisa destruir adversários. Precisa convencer o povo.

Quem tem trabalho, que mostre.

Quem tem proposta, que apresente.

Quem tem voto, que dispute.

E quem tiver a confiança do povo, que vença.

Porque a urna não pertence a grupos políticos.

Pertence ao eleitor.

Nenhum grupo é dono de uma cidade. Nenhuma liderança é proprietária de uma região. E nenhum político tem procuração para determinar quem pode ou não disputar uma eleição.

Rondonópolis não tem dono.

E talvez seja justamente isso que alguns ainda precisem entender

Erik Valeriano é jornalista

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