Local

Movimento Campus Já cobra compromisso público para implantação definitiva da Unemat em Rondonópolis

O movimento Campus Já, liderado por Joel Vieira Barbosa, o “Joel Colecionador”, intensificou a cobrança pela implantação definitiva de um campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis. Segundo o movimento, a região sudeste, com mais de 800 mil habitantes, reúne condições econômicas, demográficas e sociais para receber uma estrutura universitária permanente.

A principal reivindicação agora é dirigida aos candidatos ao Governo de Mato Grosso: o compromisso com a implantação do campus deve ser formalizado, documentado e incluído publicamente nos planos de governo.

No dia 29 de agosto de 2026, o movimento protocolou documento junto ao deputado estadual Lúdio Cabral, solicitando articulação para a criação de uma bancada parlamentar regional suprapartidária, no âmbito da Assembleia Legislativa, destinada exclusivamente a viabilizar política e orçamentariamente o projeto. A proposta prevê ainda uma fonte permanente de recursos, vinculada a um percentual fixo da arrecadação estadual.

O grupo lembra que, em 23 de junho de 2025, foi criada uma Frente Parlamentar pelo deputado estadual Eng. Sebastião Machado Rezende. A comissão participou de audiência com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, e com o conselheiro Alisson Alencar, responsável pelo acompanhamento do relatório relacionado à Unemat.

Também houve audiência, em 3 de fevereiro de 2026, no Palácio Paiaguás, com o então governador Otaviano Pivetta. Conforme o movimento, autoridades se comprometeram a apresentar respostas, mas, até o momento, os relatórios aguardados não foram divulgados.

O Campus Já questiona por que Rondonópolis, considerada a segunda maior economia e uma das maiores arrecadadoras de Mato Grosso, ainda não possui um campus definitivo. O movimento também alerta que a área atualmente cedida à Unemat, de aproximadamente 100 mil metros quadrados, poderá retornar ao município caso a implantação não ocorra até 31 de dezembro de 2028.

“Estamos lutando contra o relógio. Não queremos migalhas nem investimentos de forma pontual. Queremos o campus definitivo”, afirma Joel.

Para o movimento, o problema deixou de ser falta de recursos e passou a ser falta de vontade política.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *