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Polícia investiga como quadrilha recrutou apoio em Mato Grosso

Quadrilha especializada em furtos a caixas eletrônicos, formada por criminosos de outros estados, contou com apoio de integrantes de uma facção local para atuar em Cuiabá e Várzea Grande; polícia investiga como ocorreu a articulação.

A Polícia Civil investiga como uma quadrilha especializada em furtos a caixas eletrônicos conseguiu recrutar apoio em Mato Grosso para cometer crimes em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo o delegado Igor Sasaki, responsável pela investigação da Operação Círculo Vicioso, criminosos vindos de Santa Catarina chegaram ao estado em dezembro e estabeleceram ligação com integrantes de uma facção criminosa local.

Apesar de identificar a aliança entre os grupos, a investigação ainda busca esclarecer como ocorreu essa aproximação e de que forma os integrantes locais contribuíram para a atuação da quadrilha. Até o momento, a Polícia Civil não detalhou quais funções foram desempenhadas por esses suspeitos na organização.

A apuração identificou uma estrutura dividida em quatro núcleos, com funções específicas. Além dos responsáveis pelos furtos, o grupo contava com pessoas encarregadas de obter dados de redes bancárias, lavar o dinheiro e receber os valores provenientes dos crimes.

Dois dos principais articuladores, apontados como integrantes de Santa Catarina, viajavam pelo país para cometer furtos semelhantes. Eles foram presos no Maranhão, onde, conforme a investigação, também estavam envolvidos em ações criminosas.

O avanço das apurações ocorreu após a prisão de um integrante da quadrilha em janeiro. Informações extraídas do celular dele contribuíram para que os investigadores identificassem outros suspeitos e aprofundassem o levantamento sobre a organização.

A Polícia Civil pretende analisar os materiais apreendidos durante a operação para esclarecer a participação de cada investigado e identificar possíveis novos envolvidos. A investigação também busca individualizar as condutas relacionadas aos furtos e à lavagem de dinheiro.

 

Leiagora

Foto: divulgação 

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