Polícia

RJ: alegação de ameaças não se sustenta, diz delegado sobre garota de MT que incentivou assassinato dos pais do namorado

Garota acompanhou assassinatos dos sogros e cunhado de três anos em tempo real; os adolescentes planejavam ainda matar os pais da menor.

Alegação de ameaças não se sustententa, diz delegado sobre garota de MT que incentivou assassinato dos pais do namorado em RJ

A garota de 15 anos, namorada do adolescente de 14 anos que matou a família em Itaperuna, no Rio de Janeiro, tentou insinuar que teria incentivado e planejado o crime porque o namorado a ameaçava. A informação foi confirmada pelo delegado Matheus Augusto Soares, responsável pelas investigações em Mato Grosso, que afirmou que a menor se mostrou completamente fria ao relatar o plano macabro.

As investigações revelaram que a jovem incentivou o namorado e, juntos, premeditaram a morte da família do adolescente, com quem mantém relacionamento virtual desde os 9 anos. Os pais do garoto proibiram que ele fosse até Mato Grosso para conhecer a namorada. “Ela confessa a participação, mas tenta justificar o plano alegando que foi ameaçada pelo namorado. No entanto, essa versão não se sustenta nas trocas de mensagens entre eles”, explicou o delegado ao Leiagora.
De acordo com a Polícia Civil, o assassinato da família do adolescente foi apenas o primeiro passo de um plano maior. Após os homicídios, o jovem planejava viajar para Mato Grosso para encontrar a namorada, com quem pretendia seguir um “projeto de vida juntos”eliminando obstáculos ao relacionamento, como matar os próprios pais da garota.O delegado Carlos Augusto Guimarães, responsável pelas investigações na 143ª Delegacia de Polícia de Itaperuna, afirmou a reportagem que, além de incentivar e premeditar o crime, a menor ficou sabendo de cada detalhe em tempo real. “Ela negou participação no crime, mas foi desmentida pelas mensagens trocadas”, afirmou.

O depoimento da garota ocorreu na quinta-feira (26), em Água Boa, e nesta terça-feira (1º), ela foi apreendida na mesma cidade.

Entenda o caso

Os corpos de Inaila Teixeira, de 37 anos, Antônio Carlos Teixeira, de 45, e do filho mais novo do casal, de 3 anos, foram encontrados na quarta-feira (25), em Itaperuna (RJ), por uma equipe da 143ª Delegacia de Polícia.

O adolescente procurou a delegacia acompanhado da avó paterna e relatou o desaparecimento da família. Ele afirmou que o irmão havia se engasgado com um caco de vidro e que os pais teriam desaparecido ao levá-lo ao hospital.

Porém, a polícia verificou que nenhum hospital da cidade havia recebido a família. Diante da inconsistência no relato, os agentes foram até a residência da família, onde encontraram forte odor de putrefação. Os corpos estavam dentro de uma cisterna.

A quantidade de sangue espalhada pela casa era incompatível com um acidente doméstico. Confrontado, o adolescente confessou os crimes, afirmando que atirou na cabeça do pai e da mãe, e no pescoço do irmão, alegando que matou o caçula para poupá-lo da dor de perder os pais.

Durante a perícia, os investigadores encontraram uma mochila preparada para viagem, contendo os celulares das vítimas, o que reforça a hipótese de que o jovem já planejava fugir para Mato Grosso.

Leiagora
Foto: reprodução

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