Polícia

PF mira aeronaves usadas por facção no tráfico de drogas

Segunda fase da Operação Proa Clandestina cumpre mandados em Guarantã do Norte e investiga uso do espaço aéreo por grupos criminosos.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (30), a segunda fase da Operação Proa Clandestina com o objetivo de desarticular um esquema de tráfico de drogas que utiliza o espaço aéreo brasileiro para o transporte interestadual e internacional de entorpecentes.

Nesta nova etapa, os policiais federais cumprem um mandado de busca e apreensão de duas aeronaves suspeitas de serem usadas por facções criminosas na logística do tráfico. Também foi cumprido um mandado de busca pessoal contra um dos investigados, ambos no município de Guarantã do Norte, no norte de Mato Grosso.

As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal de Mato Grosso, no curso de inquérito que apura crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.

A operação reforça o cerco das autoridades federais contra o uso irregular de aeronaves em rotas clandestinas, especialmente em regiões de fronteira.

A primeira fase da Operação Proa Clandestina ocorreu em fevereiro deste ano, quando a PF identificou e bloqueou pistas de pouso clandestinas em áreas rurais e apreendeu documentos e materiais que indicavam a atuação de facções criminosas no uso de aeronaves para o transporte de cocaína e pasta base oriundas da Bolívia.

A investigação revelou que os aviões pousavam em pistas improvisadas, abasteciam rapidamente e seguiam para centros urbanos no Sudeste e Nordeste do país.

Segundo a Polícia Federal, a repressão ao uso irregular do espaço aéreo tem sido uma das prioridades no combate ao tráfico transnacional de drogas, especialmente em estados como Mato Grosso, que fazem fronteira com países produtores e possuem vastas áreas rurais de difícil acesso.

Leiagora
Foto: divulgação

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