Polícia

Polícia fecha laboratórios e prende dono por falsificações de exames

 

Rede de laboratórios era contratada por órgão públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, clínicas e convênios médicos particulares

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Contraprova, para cumprir 11 ordens judiciais contra os proprietários de uma rede de laboratórios em Mato Grosso, envolvida em fraudes e falsificações de exames laboratoriais. Um sócio, responsável técnico, foi preso preventivamente.

A rede, identificada por meio de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, e também para clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares.

Entre as ordens judiciais cumpridas na operação, estão a prisão preventiva do sócio responsável técnico pelo laboratório, busca e apreensão nas residências dos sócios e unidades da empresa, interdição judicial das três unidades, suspensão do registro de biomédico do sócio preso, suspensão de contratos do laboratório com o Poder Público e proibição dos sócios de contratar com órgãos públicos da União, Estados e Municípios.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz de Garantias de Cuiabá, após manifestação favorável da 24ª Promotoria de Justiça, que estão sendo cumpridas com o apoio de policiais civis das delegacias de Sorriso e de Sinop, além de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá.

Ao final do inquérito, os investigados poderão ser indiciados nos crimes de estelionato, falsificação de documento particular, peculato e associação criminosa, cujas penas podem chegar a até 25 anos de prisão, além de multa.

Contraprova

O nome da operação faz referência à análise de contraprova, exame de confirmação destinado a verificar a veracidade de um resultado. O nome simboliza a atuação da Polícia Civil como verdadeira “contraprova” que desmascarou os resultados falsos emitidos pelos investigados.

Leiagora

Foto: divulgação/PJC

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *