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Amendoim do Brasil tem crescimento expressivo na exportação

Volume exportado de amendoim descascado sobe 37%, e China lidera compras de óleo

As exportações brasileiras de amendoim descascado cresceram 37% em 2025, alcançando mais de 311 mil toneladas, o maior volume das últimas décadas, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. No ano anterior, os embarques somaram cerca de 227 mil toneladas. Em valores, as exportações renderam US$ 367 milhões, ligeiramente acima dos US$ 360 milhões registrados em 2024.

O amendoim descascado continua liderando a pauta de exportações do setor. Em 2025, a Rússia manteve a primeira posição entre os destinos, com 22% do total embarcado, seguida pela China (20%) e Argélia (12%).

A pesquisadora Renata Martins Sampaio, do IEA, ressalta que o produto representa o principal item exportado pela cadeia brasileira de amendoim. Municípios paulistas seguem à frente nos embarques: Tupã (21%), Dumont (14%), Borborema (14%), Herculândia (8%) e Jaboticabal (6%).

 

Óleo de amendoim tem alta expressiva

O óleo de amendoim em bruto apresentou desempenho ainda mais robusto, com exportações praticamente triplicadas, de 51 mil toneladas em 2024 para 154 mil toneladas em 2025. A China concentrou 88% das compras, reflexo do aumento no consumo interno de óleos vegetais.

“As cotações do óleo de amendoim subiram em 2025, consolidando Brasil, China e Itália como os principais atores do mercado global”, destaca Sampaio.

China domina produção global

Mesmo sendo o maior produtor e consumidor mundial de amendoim, responsável por mais de 35% da produção global, a China continua líder também nas importações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que, na safra 2024/25, o país asiático produziu cerca de 19 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ciclo anterior.

Em 2025, os chineses importaram 74% do óleo de amendoim comercializado mundialmente, reforçando a dependência do produto brasileiro.

São Paulo consolida liderança nacional

No Brasil, a oferta cresceu com a safra 2024/25, que aumentou mais de 50% na produção de amendoim em casca. O estado de São Paulo reafirmou sua liderança no setor. Tupã se destacou nas exportações de grãos, com 21% do total, seguido por Dumont e Borborema. No setor de óleos, Catanduva manteve o posto de maior exportador, responsável por 21% dos embarques.

Apesar da redução de 30% na área plantada, o clima favorável e o bom desenvolvimento das lavouras trazem otimismo para a safra 2025/26. Segundo o presidente da Câmara Setorial do Amendoim, José Antonio Rossato, a boa distribuição das chuvas deve garantir recuperação da produtividade e melhoria na qualidade dos grãos, amenizando os impactos da menor área cultivada.

Agro em Campo

Foto: Divulgação

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