Opinião

AU REVOIR MITO DE AREIA

Por Paulo Mattos

Como dizemos os cuiabanos do Porto, do Terceiro de dentro , do antigo Barcelos, da Cruz Preta, do Dom Aquino, do Pico do Amor, do Areão…: “Quem bedjô, bedjô,quem não bedjô num bedja mais, já vou fetchar o catchão”.
Uma página monstruosa de nossa história política está se desmlinguindo, se desfazendo, se desintegrando a olhos vistos, e isso é derivado de um processo que nunca deveria ter acontecido no país, não fosse a união de setores ávidos em desestruturar as nossas fundamentais bases de democracia, de liberdade, de respeito ao poovo brasileiro, às nossas instituições, à nossa própria história de luta incessante pela procura das liberdades e de nossa projeção em direção ao futuro, ao progresso, ao desenvolvimento.
Vemos com alegria a desintegração política de Jair Messias Bolsonaro e as suas idéias, pelo mnenos por enquanto, de transformar o Brasil num habitat de fascistas voltados a destruiir as nossas liberdades e instalar ujm regime militarista voltado a atingir, até mesmo de morte, aqueles que tentassem se opor aos seus ditames alucinatórios e de perversidade.
Não vou relembrar a carreira política desse ser inominável, os prejuízos sobrenatruais que ele causou para o Brasil e a socxiedade brasileira, em, todos os campos da vida. Aliás, das vidas que ele não poupou, da solidariedade que ele deixou negligentemente de prestar, da perversidade para com os que sofreram os infortúnios de uma pandemia que matou, por sua culpa, milhares de brasileiros. Das vidas que ele contribuiu para serem interrompias, por ausência total de políticas sociais, educacionais, culturais, de engrandecimento pssoal e coletivo. Das vidas que ele planejou deliberadamente exterminar, poor ação ou omissão, como nos casos dos indígenas, das populações riberinhas, das matas amazônicas, atlânticas, das populações minoritárias, as quais nunca receberam uma atenção do mito, que não fosse no sentido de extrair-lhes direitos e afundá-los no esquecimento e na destruição forçada.
Das vidas que ele saudou com foguetes suas extinções, a cada morto pela tortura, pelo desaparecimento ofertado pela repressão brasileira. Das vidas que ele desdenhou. E quando digo vida, refiro-me à sua inapetência e ojeriza ao trabalho em favor da vida, o que lhe permitiu, durante o seu famigerado desgoverno, desenvolver ações somente nas motociatas, passeatas, reuniões no cercadinho de fanáticos alienados, nas manifestações contra a Democracia realizadas com ardor nas a principais avenidas de nosso país incitando a população a se revoltar contra o próprio país.
Um gângster que agora recebe o prêmio de suas atividades criminosas exercidas ao longo de sua vida cabulosa, como dizem os jovens brasileiros, dos quais, aliás, ele nunca cuidou, nunca apresentou uma ação que permitisse o crescimento dessa população.
O Centrão, os seus admiradores, seus bajuladores, seus baba ovos estão mudando de dendereço e estão abandonando o mito no seu castelo faraônico de Brasilia, onde cumpre, sozinho, chorando e sendo humilhado até pelos filhos que o mandam TNC a todo momento. Desmoralizado, sem voz.
É o fim de Bolsonaro, do bolsonarismo.
A ratazana está procurando outro mito para chamarem de seu e tentarem novamente alcançar seus objetivos da direita extremista, que consiste em dividir o mundo e dar continuidade a destruição das espécies.
E o mito brasileiro foi pro pau.
Que bom. Menos um.

 

PAULO MATTOS É Formado Perito Criminal pela Academia de Polícia Civil do Paraná. Foi Escrivão de Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso. Professor da Academia de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Trabalhou como Assessor Parlamentar, na Câmara Municipal de Cuiabá. Tem artigos publicados em vários jornais, como O Estado de Mato Grosso (extinto), O Dia (Extinto), Diário de Cuiabá, A Gazeta, dentre outros. Analista político cuiabano, defensor ferrenho dos costumes e tradições de nossa terra.

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