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Chevrolet D70 com motor Detroit Diesel marcou época nos anos 70 e hoje é raridade entre colecionadores

Lançado no final de 1969, o Chevrolet D70 marcou época ao inaugurar no Brasil o segmento de caminhões com capacidade para cerca de 13 toneladas. O modelo se destacou por oferecer duas opções de motorização: o tradicional motor da Perkins e o menos comum, porém mais ousado, motor da Detroit Diesel.

O propulsor Detroit Diesel chamava atenção por sua tecnologia de dois tempos e pelo uso de um soprador mecânico (blower), característica que lhe conferia um ronco inconfundível e desempenho elevado para a época. Apesar dessas qualidades, a motorização acabou se tornando rara no mercado brasileiro.

Durante os anos 1970, período em que os motores a diesel ganharam maior popularidade no país, caminhões equipados com Detroit Diesel chegaram a ser utilizados tanto por veículos da Chevrolet quanto da Ford Motor Company. Ainda assim, no caso do D70, a opção pelo motor Perkins continuou sendo mais comum entre os compradores.

Relatos de proprietários apontavam problemas recorrentes com o motor Detroit Diesel, especialmente alto consumo de óleo lubrificante e desgaste prematuro de componentes. Esses fatores afetaram a reputação da motorização e contribuíram para que muitos donos optassem por substituir o conjunto original por motores considerados mais confiáveis e de manutenção mais simples, como o Mercedes-Benz OM-352.

No mercado, o D70 enfrentava concorrência direta de modelos como o Mercedes-Benz L1313 e o Ford F750. Entre suas características marcantes estavam as rodas raiadas, os paralamas largos e o sistema de freios pneumáticos Bendix, itens que representavam modernidade para o transporte rodoviário brasileiro daquele período.

Produzido até 1984, o Chevrolet D70 deixou um legado importante. Hoje, os poucos exemplares que ainda mantêm o motor Detroit Diesel original são considerados raridades e peças de coleção, lembrando uma fase peculiar da indústria nacional, conhecida por alguns entusiastas como a “era dos motores dois tempos” nos caminhões brasileiros.

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