Polícia

Condenado por decapitar amante e matar delegado é o motorista preso após morte de idosa na FEB

Paulo Roberto Gomes dos Santos, advogado criminalista, responsável por atropelar e matar uma idosa na terça-feira (20), já recebeu penas por dois homicídios: o de uma jovem de 19 anos, em 2004, e o de um delegado no Rio de Janeiro, em 1998.

Conhecido por um histórico criminal marcado por violência extrema e uso de identidade falsa, Paulo Roberto Gomes dos Santos voltou ao centro de uma ocorrência policial após ser identificado como o motorista preso em flagrante pela morte de uma idosa de 72 anos atropelada na Avenida da FEB, em Várzea Grande, na manhã desta terça-feira (20). Desta vez, ele foi autuado por homicídio doloso, na modalidade dolo eventual, além de fuga de local de sinistro.

A ficha de Paulo Roberto reúne condenações por crimes que chocaram Mato Grosso e também o Rio de Janeiro. Em 2006, ele foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato da estudante Rosimeire Maria da Silva, de 19 anos, morta em abril de 2004, em Juscimeira. Na época, segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), ele usava o nome falso de Francisco de Ângelis Vaccani Lima.

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De acordo com a acusação, ele era casado e atuava como empresário do ramo de autopeças em Lucas do Rio Verde, mas mantinha relacionamento com a jovem em Cuiabá. Desconfiado de traição, teria contratado um detetive particular e, sob essa suspeita, viajou com a estudante para Juscimeira. No município, em um motel, a vítima foi morta por asfixia na banheira do quarto.

Ainda segundo a denúncia, o crime teve requintes de crueldade: Rosimeire foi decapitada e teve as pontas dos dedos cortadas para dificultar a identificação. O corpo, conforme a investigação, foi lançado no Rio São Lourenço e a cabeça no Rio das Mortes — parte que, à época, não teria sido localizada.

O histórico do suspeito inclui ainda uma fuga cinematográfica durante depoimento. Conforme registros do caso, Paulo Roberto teria pulado da janela do antigo prédio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de altura equivalente ao 4º andar, na tentativa de escapar. Ele sofreu fraturas, precisou de atendimento no Pronto-Socorro de Cuiabá e permaneceu sob acompanhamento médico.

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Durante as investigações, também foi constatado que ele era procurado por um homicídio anterior, ocorrido no Rio de Janeiro, em 1998: a morte do delegado Eduardo da Rocha Coelho. Segundo a apuração, o crime aconteceu dentro de uma viatura, durante uma discussão. Paulo Roberto, que era policial civil e estava no banco de trás, teria efetuado um tiro na nuca do delegado, à queima-roupa. Ele chegou a ser preso em flagrante por um colega e encaminhado à Polinter de Araruama, mas fugiu e veio para Mato Grosso.

Ainda em 2006, ele foi condenado a cumprir 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado. Agora, após o atropelamento que matou Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na Avenida da FEB, Paulo Roberto volta a ser investigado, sob a condução da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), e segue à disposição da Justiça.

Leiagora

Foto: divulgação

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