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Corona Dardo F 1.3 marcou época como esportivo artesanal brasileiro nos anos 1980

Produzido entre 1979 e 1983, o Corona Dardo F 1.3 entrou para a história como um dos esportivos mais exclusivos já fabricados no Brasil. Desenvolvido pela Corona S/A, com colaboração do renomado designer Toni Bianco, o modelo foi inspirado no italiano Fiat X1/9 e trouxe ao mercado nacional um conceito ousado para a época: motor central, carroceria em fibra de vidro e visual futurista.

Equipado com o motor Fiat 1.3 de 1.297 cm³ — o mesmo utilizado no 147 Rallye —, o Dardo entregava cerca de 72 cavalos de potência a 5.800 rpm, alcançando velocidade máxima próxima de 146 km/h. O conjunto mecânico incluía câmbio manual de quatro marchas, tração traseira, chassi tubular, suspensão independente e freios a disco nas quatro rodas, configuração incomum entre os veículos nacionais daquele período.

No design, o esportivo chamava atenção pelo estilo targa, com teto removível, faróis escamoteáveis e dois porta-malas, um dianteiro e outro traseiro, reforçando sua proposta de unir esportividade e praticidade. A construção artesanal, aliada à carroceria em fibra de vidro, conferia leveza ao veículo e contribuía para seu desempenho.

Ao todo, estima-se que cerca de 300 unidades tenham sido produzidas, o que torna o Corona Dardo F 1.3 uma verdadeira raridade no mercado de clássicos atualmente. A fabricação foi encerrada em 1983, quando o projeto acabou sendo vendido e posteriormente relançado sob o nome Grifo.

Hoje, o Dardo é lembrado como um dos pioneiros no uso da mecânica Fiat em um esportivo brasileiro e permanece como símbolo de uma fase criativa da indústria automotiva nacional, marcada por iniciativas independentes e projetos de forte identidade própria.

Redação Auto & Motores

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