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Gripe aviária: Instituto de Defesa Agropecuária descarta caso suspeito da doença em Mato Grosso

Por g1 MT

Granja, frangos, gripe aviária — Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) descartou o possível caso gripe aviária H5N1 em uma propriedade rural de Nova Brasilândia, a 223 km de Cuiabá. A investigação teve início nesse domingo (18) após a morte de aves criadas por moradores da região, mas o resultado da amostra enviada para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) deu negativo para a doença.

Em coletiva de imprensa nesta segunda, o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, informou que o caso também foi descartado pelo Ministério.

Até esta segunda-feira (19), sete casos estavam em investigação no Brasil, mas três foram descartados (veja abaixo).

“Recebemos o resultado no qual estava sob investigação laboratorial uma amostra de ave que apresentava sintomas suspeito de gripe aviária, no município de Nova Brasilândia. O resultado deu negativo, e portanto, foi descartado, nesse caso, a presença da doença viral em aves em Mato Grosso”, informou o Indea.

 

Desde que a H5N1 chegou ao Brasil, em 15 de maio de 2023, o país investigou 2.883 casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves. Desses, 166 foram confirmados como sendo casos de gripe aviária, o que representa cerca de 5% das suspeitas. Das 166 confirmações, o Brasil tem 1 foco de gripe aviária em granja comercial, 3 que atingiram aves de subsistência (criação doméstica) e 164 em aves silvestres.

A suspeita em Mato Grosso envolvia a criação de aves em uma propriedade destinada à produção familiar, voltada para a subsistência.

“O caso de Nova Brasilândia atendia aos critérios para colheita de amostras e análise. Havia mortalidade, havia sinais neurológicos, então é de rotina que o Indea verifique e certifique se é ou não gripe aviária”, explicou a médica veterinária do Indea, Emmanuelle Rosa Mutzenberg.

 

➡️ O H5N1 é um subtipo do vírus Influenza que atinge, predominantemente, as aves. Os vírus Influenza são divididos entre os de Baixa Patogenicidade (LPAI, leve) e os de Alta Patogenicidade (HPAI, grave).

A contaminação da gripe aviária em humanos é restrita a pessoas que têm contato com aves infectadas, vivas ou mortas, como tratadores ou profissionais do setor.

Situação da gripe aviaria conforme o painel do Ministério da Agricultura:

2 casos confirmados

  • Montenegro (RS) granja comercial
  • Sapucaia do Sul (RS) zoológico, cisnes morreram

 

4 casos em investigação

  • Ipumirim (SC) – granja comercial
  • Aguiarnópolis (TO) – Granja comercial
  • Salitre (CE) – produção familiar para subsistência
  • Estância Velha (RS) – produção familiar para subsistência

 

3 casos descartados nesta segunda-feira

  • Graccho Cardoso (SE) – produção familiar para subsistência
  • Triunfo (RS) – produção familiar para subsistência
  • Nova Brasilândia (MT) – produção familiar para subsistência

 

Sem transmissão pelo consumo de carne e ovos

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

O governo já informou aos órgãos internacionais e parceiros comerciais do país sobre a ocorrência.

g1/MT

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