Polícia

Lucas do Rio Verde: empresária assassinada pelo marido com 21 facadas; filha expõe marcas emocionais do crime

“Não soa como nada menos que raiva em sua forma mais pura e impiedosa”, declarou

 

Caroline Fernandes, filha de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos,  assassinada a facadas pelo marido em junho deste ano, revelou que o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a vítima levou 21 facadas, desferidas enquanto dormia. Em desabafo nas redes sociais, a primogênita descreveu a execução da mãe e a quase morte da irmã caçula como consequência de “raiva impiedosa”, além de relembrar os traumas causados para toda a família desde o crime, que aconteceu na casa da família, em Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá), em 24 de junho deste ano.

“21 facadas não soa como impulso, não soa como nada menos que raiva em sua forma mais pura e impiedosa”, declarou Caroline em texto postado nos stories do Instagram.

Storie de Caroline após divulgação de laudo

Foto: reprodução

Gleici foi morta pelo engenheiro agrônomo Daniel Frasson, de 36 anos, que alegou quadro severo de depressão. Além de atacar a esposa, ele também desferiu vários golpes de faca na própria filha de 7 anos de idade. A garota ficou dias internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), precisou de doação de sangue e só teve alta hospitalar 23 dias após o ataque.

Ao respostar post de página de notícias que apontava que Glieci tinha sofrido mais de 20 golpes de faca, a filha relembrou com tristeza o cenário em que encontrou a mãe já morta em casa. Segundo a jovem, a funerária chegou a pedir que a família disponibilizasse roupas muito cobertas para o funeral, a fim de esconder todos os ferimentos a faca sofridos pela vítima.

“Cabeça, pescoço, tórax e abdômen. Pelos pedidos da funerária em relação à roupa, para que fosse fechada, pela mão enfaixada, eu sei que minha mãe tentou se defender […] Eu fui a primeira pessoa a entrar na casa. Eu vi a cena”, contou.

Na sequência, ela ainda trouxe à memória a sensação de pânico ao levar a irmã caçula agonizando ao hospital.

“Entrei no carro com a cabeça da minha irmã no meu colo, ouvindo ela agonizar

e lutar pela vida até chegar ao hospital. E, isso só foi possível porque ele não conseguiu chegar ao coração dela. Mas, pelas marcas, vejo que também tentou”.

A primogênita revelou que inicialmente o anseio era sobre possíveis sequelas físicas geradas na irmã com o crime bárbaro. Ocorre que, agora, a famíla enfrenta continuamente os impactos emocionais do ocorrido.

“O medo de sequelas físicas e psicológicas sérias até diminuíram, estamos lidando com isso, mas as emocionais, que também estamos lidando, se fazem bem presentes”, finalizou.

Caroline é quem está com a guarda da irmã mais nova.

Leiagora

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