Polícia

Mãe, filho e atirador vão a júri popular por duplo homicídio no Shopping Popular

Crime aconteceu em novembro de 2023 encomendado por suposta vingança.

Jocilene Barreiro da Silva, de 60 anos, e Vanderley Barreiro da Silva, de 31, mãe e filho, são julgados pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (12), pelo duplo homicídio de Gersino Rosa dos Santos, conhecido como “Nenê Games”, de 43 anos, e do funcionário de uma das bancas do Shopping Popular, Cleyton de Oliveira de Souza, de 27. Além deles, também será julgado o executor do crime, Sílvio Júnior Peixoto.

O júri popular é presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal, no Fórum da Capital.Conforme noticiado pelo Leiagora, o crime aconteceu em novembro de 2023. Segundo as investigações, Sílvio foi até o camelódromo com a intenção de matar Gersino, mas, ao efetuar o disparo, o tiro transfixou a vítima e atingiu o funcionário Cleyton, que também morreu no local.

As apurações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificaram Jocilene e Vanderley como os mandantes do assassinato. A motivação teria sido vingança pela morte de outro filho de Jocilene, Girlei Silva da Silva, de 31 anos, conhecido como “Maranhão”, assassinado dias antes no bairro Santa Laura, em Cuiabá.

De acordo com a investigação, mãe e filho acreditavam que Gersino havia mandado matar Maranhão. Por isso, decidiram encomendar a morte do comerciante. Eles contrataram Sílvio Júnior Peixoto, de 26 anos, em Uberlândia (MG), cidade onde já o conheciam, e deram apoio logístico à sua vinda para Cuiabá, além de fornecerem a arma usada no crime.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, em abril de 2024, na casa da dupla em Mato Grosso do Sul, a polícia apreendeu três armas de fogo, dois revólveres calibre .38 e uma pistola 9 mm, possivelmente utilizada no duplo homicídio. Também foi encontrada uma quarta arma letal, disfarçada em formato de caneta.

O delegado Nilson Farias, da DHPP, explicou à época que os mandantes deram todo o suporte necessário para o executor cometer o crime, inclusive com hospedagem, transporte e o fornecimento da arma de fogo.

Prisão do executor

Antes da prisão dos mandantes, em março de 2024, a polícia localizou o atirador Sílvio Júnior Peixoto em Uberlândia (MG), na casa da tia da ex-namorada. Ele confessou o crime e afirmou que recebeu R$ 10 mil para matar Gersino. Disse ainda que a morte de Cleyton ocorreu “por engano”, pois ele teria sido atingido no momento em que tentava ajudar a primeira vítima.

A localização ocorreu meses após o crime com o auxílio das câmeras de segurança.

Leiagora
Foto: reprodução

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