Polícia

Politec identifica terceira vítima maranhense encontrada em cova

O corpo de Wermison foi localizado em 21 de outubro, enterrado em uma das covas abertas em uma área de mata no município de VG; outras duas vítimas seguem desaparecidas.

Mais um corpo encontrado em um cemitério clandestino de Várzea Grande teve a identidade confirmada na quarta-feira (21) pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A vítima é Wermison dos Santos Silva, um dos maranhenses assassinados após chegar à região metropolitana de Cuiabá, em janeiro do ano passado.

O corpo de Wermison foi localizado em 21 de outubro, enterrado em uma das covas abertas em uma área de mata no município. À época, a ossada não pôde ser identificada. Somente agora, após o confronto genético com familiares, a Politec confirmou oficialmente a identidade da vítima. O laudo pericial apontou que a causa da morte foi traumatismo crânio-cervical provocado por instrumento cortante.

O caso faz parte da investigação que apura o desaparecimento e morte de cinco trabalhadores naturais do Maranhão. Até o momento, três deles já foram localizados e identificados por meio de exames de DNA. Os outros dois, Walyson da Silva Mendes e Wallison da Silva Mendes, seguem desaparecidos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Civil, os maranhenses teriam sido mortos por integrantes do Comando Vermelho, que suspeitavam que o grupo fazia parte de uma facção criminosa rival.

Em março do ano passado, exames genéticos já haviam permitido a identificação de Diego de Sales Santos e Mefibozete Pereira da Solidade, cujos corpos foram encontrados em uma área de mata no bairro Costa Verde, em Várzea Grande. Na ocasião, outras ossadas também foram localizadas na cidade, mas não tinham relação com o caso dos maranhenses. No entanto, apesar de algumas das vítimas possuírem registros policiais de menor gravidade, como Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), não há qualquer indício de que integrassem organizações criminosas. As evidências mostram que eram pessoas que vieram para Mato Grosso com a intenção de trabalhar.

A Polícia Civil segue com as diligências para localizar as duas vítimas ainda desaparecidas e identificar todos os envolvidos nos homicídios.

Leiagora

Foto: divulgação

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