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Portão do Inferno: estradas ‘alternativas’ à MT-251 estarão disponíveis até maio do ano que vem, informa secretário

Marcelo Oliveira, ainda sem ter a definição de que será um túnel ou uma ponte no Portão do Inferno, em resposta a possível barreira de órgãos federais, disse que rotas viáveis estão sendo implementadas

Duas rotas alternativas de acesso a Chapada dos Guimarães (62 km de Cuiabá) para dar vasão ao fluxo, inclusive de caminhões e demais veículos pesados, estarão finalizadas até maio do ano que vem, caso o novo projeto de obra na MT-251, inicialmente um túnel no morro do Portão do Inferno, não seja aprovado pelos órgãos ambientais federais.
Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Marcelo de Oliveira, a rodovia que liga Cuiabá à cidade por meio do Distrito de Água Fria (MT-020) deve ser entregue até o final deste ano. Além disso, uma ligação viária com a BR-070, que passa em Campo Verde (139 km de Cuiabá), também é um projeto alternativo do Estado e deve ser entregue no próximo ano.“Água Fria tá ficando pronta até o final do ano. Então, ônibus e caminhões passam pela Água Fria. Fizemos um outro projeto para ligar a BR-070 até a estrada de Chapada, passando pela Colônia (Agrovila) João Ponce de Arruda. Também fica pronto em mais ou menos abril ou maio do ano que vem. Chapada não ficará isolada”, garantiu Oliveira.

As alternativas para impedir a queda do morro no Portão do Inferno ainda não estão definidas, de acordo com o secretário. Informação que é contestada pelo governador Mauro Mendes (União), para o qual a estratégia do túnel tem o martelo batido. Outra alternativa seria a construção de uma ponte estaiada, mas Oliveira reagiu dizendo que a estrutura retiraria a contemplação do Parque Nacional de Chapada, pois tamparia a vista.

“Agora, o pessoal tá falando em ponte estaiada. O que que é bonito ali? É você chegar no Portão do Inferno e olhar pra cima, aquela pedra que tá caindo, ou olhar para baixo e ver aquela vista bonita de Cuiabá, olhar o paredão, olhar tudo? As paradas para fazer as vistas, você para e olha pra que lado? Praquele morro ou você olha para o outro lado? Você vai olhar aquele morro com uma pedra pensa? Mas a ponte estaiada vai acabar com a vista que nós temos do parque nacional”, apontou o secretário, reforçando que é preciso ter “calma” em relação à decisão definitiva.

“A parede dinâmica lá estará funcionando. Então, se não der (o túnel, a ponte), nós vamos continuar com problema na chuva, fazer o ‘pare e siga’, parar o trânsito quando a chuva for mais de 20 mm para não ter problema nenhum. O ideal é segurar as vidas”, ponderou.

Questionado se o governo adotou a estratégia errada quando definiu o retaludamento – o corte – no morro, ele foi taxativo: “Muito pelo contrário”. Marcelo Oliveira explicou todos os passos foram dados até identificar que não seria possível, arqueologicamente, fazer a intervenção.

“Nós fizemos engenharia de valor, nós fizemos tudo, só que depois que você tem a liberação para você entrar, e você fez o caminho do serviço, fez os resgates que eles pediram… Nós fizemos o resgate arqueológico, não podíamos entrar. Nós fizemos o resgate de fauna e flora. Lagartixa que tinha lá nós tiramos, rato que tinha lá nós tiramos. Tiramos tudo. Só depois que a gente pode entrar. Quando nós entramos e começamos a fazer os estudos lá em cima, apareceram alguns problemas que nos induziram a falar: “calma, vamos fazer mais estudos”. Verificamos o nosso licenciamento ambiental, o que que a gente podia fazer ou não ali, e ficou claramente que a gente não podia fazer algumas coisas para segurar o retaludamento”.

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Leiagora
Foto: montagem / Leiagora

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