Autos e Motores

Produção de veículos de 9 montadoras é suspensa na Argentina

Grandes empresas aderiram à greve em protesto direto contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei nesta quinta-feira (19)

A produção de veículos de grandes marcas foi paralisada após a greve geral, na Argentina, nesta quinta-feira (19). O movimento é um protesto direto contra a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei.

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A reforma defendida pelo presidente defende o aumento da jornada de trabalho, regras mais rígidas para férias, indenizações, licenças médicas e negociações coletivas.

Segundo o jornal argentino, La Nacion, não houve produção de veículos ou autopeças no país durante todo o dia. Ao todo, foi paralisado o serviço em nove fábricas, entre elas montadoras da Toyota, Mercedes, Renault, Volkswagen, Ford, General Motors e Stellanis.

As fábricas produzem carros bem conhecidos, como Hilux, SW4, Ranger, Amarok, Tracker e entre outros. A argentina é um importante fornecedor do mercado automotivo brasileiro.

Reforma trabalhista
A proposta de reforma já obteve aprovação parcial no Senado, após o governo negociar mudanças para assegurar os 37 votos necessários. Com apenas 20 senadores próprios, o Executivo precisou ceder em alguns pontos para conquistar apoio da oposição.

Agora, o texto será analisado pela Câmara dos Deputados. A base governista calcula reunir ao menos 129 parlamentares para garantir o quórum da sessão e aposta em repetir o placar obtido na aprovação do Orçamento de 2026, que contou com 132 votos favoráveis, conforme noticiado pelo jornal argentino Clarín.

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Caso os deputados promovam alterações, o projeto retornará ao Senado para nova apreciação dentro do prazo regimental.

Paralisação
Desde a meia-noite, trens, metrôs e voos deixaram de circular em várias regiões do país. A maioria dos taxistas também aderiu ao movimento, segundo o jornal La Nación. Apenas algumas linhas de ônibus operam normalmente, como as da empresa DOTA.

Além dos trabalhadores do transporte, participam da greve servidores públicos, comerciários, bancários, profissionais de hotelaria, turismo, gastronomia, caminhoneiros, portuários e parte dos trabalhadores da saúde.

A Aerolíneas Argentinas informou que 255 voos foram cancelados, afetando mais de 31 mil passageiros. A paralisação foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país. A estimativa é que o impacto econômico chegue a cerca de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 15 milhões na cotação atual), ainda segundo o La Nación.

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