Polícia

Rapaz que matou ‘amigo’ queimado por disputa entre facções é preso

Autor do crime recebeu ordens de membros do grupo via chamada de vídeo, de dentro do presídio.

Um jovem de 21 anos, identidade não divulgada, foi preso suspeito de ter matado queimado o “amigo” Everton Gabriel Khel Maiolli, de 24 anos, nessa quinta-feira, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá). O homicídio foi motivado por uma disputa de território entre facções criminosas, sendo que o autor do crime recebeu ordens de membros do grupo via chamada de vídeo, de dentro do presídio.

O crime brutal ocorreu no último dia 20, no bairro Monte Líbano, no município. A vítima foi asfixiada com panos amarrados no pescoço, agredida na região da cabeça e posteriormente queimada pelo suspeito.

Durante diligências para apurar o crime, os policiais identificaram o suspeito e efetuaram a prisão dele nessa quinta por volta das 15 horas, no seu local de trabalho, situado no bairro Rota do Sol, em Sorriso.

A ação policial foi em decorrência de cumprimento de mandado de prisão expedido pela Comarca de Sorriso, após representação feita pelo delegado Bruno França, responsável pela condução das investigações.

A Polícia Civil segue com a investigação, realizando novas diligências, com objetivo de apurar o envolvimento de outros suspeitos participantes no crime.

O crime

Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Sorriso, o crime foi praticado por conta de disputa por território entre duas facções criminosas rivais. A vítima, Everton Gabriel Khel Maiolli, de 24 anos, pertencia a uma determinada facção, mas estava vendendo drogas para uma outra. Tal situação teria motivado o homicídio.

De acordo com o delegado Bruno França, pelo fato de a vítima conhecer o suspeito, por serem, em princípio, do mesmo grupo criminoso, o acesso à kitnet onde ela morava foi franqueado, pois não havia sinais de arrombamento. No interior do local, o suspeito questionou a vítima sobre a venda de entorpecentes para outra facção criminosa. O suspeito, revirou o local, encontrando o aparelho celular da vítima, em que foi possível visualizar conversas que comprovavam a ação da vítima.

Com a confirmação, o suspeito realizou uma videochamada com lideranças da facção pertencente, que decretaram a morte de Everton. Conforme levantado pela investigação, essas lideranças falavam de dentro de um presídio.

Morte violenta

Segundo apurado pela investigação, Everton foi morto em decorrência de queimaduras, mas também havia indícios de ter sofrido tentativa de asfixia, por conta de panos amarrados no pescoço, bem como traumas na região da cabeça.

A vítima foi encontrada carbonizada, com grande mancha de sangue ao redor do corpo.

Leiagora
Foto: Lucas Torres/Só Notícias
 

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