Polícia

Rondonópolis: mortos em confronto com PMs tinham extensa ficha criminal

Registros apontam histórico de crimes como tráfico, roubo, homicídio e associação criminosa.

Os quatro homens mortos no confronto com a Força Tática, na tarde de terça-feira (10), em Rondonópolis (a 217 km de Cuiabá), acumulavam diversas passagens criminais em diferentes municípios de Mato Grosso e até em outro estado. Registros apontam histórico de crimes como tráfico, roubo, homicídio e associação criminosa.

Entre os mortos está Vitor Hugo Silva da Rosa, com histórico que remonta a 2017, por uso ilícito de drogas, em Nova Xavantina. Em 2018, foi registrado por desobediência e por dirigir sem possuir Carteira Nacional de Habilitação, também no município. Já em 2019, respondeu por associação para o tráfico de drogas, novamente no mesmo município.

Em 2021, aparecem registros por tráfico de drogas, corrupção de menores, formação de quadrilha ou bando e associação para o tráfico, ainda na cidade mato-grossense. O antecedente mais grave consta em 2024, quando há registro de homicídio doloso consumado no Rio Grande do Sul.

Outro identificado é Rafael de Souza Lima Martins, com uma sequência de ocorrências desde 2015. Naquele ano, teve registros por roubo em Nova Mutum (duas vezes) e lesão corporal no mesmo município. Também em 2015, aparece por uso ilícito de drogas e tráfico ilícito de drogas com associação para o tráfico em Sorriso.

Ainda em 2015, foi registrado por roubo e uso ilícito de drogas em Peixoto de Azevedo. Em 2016, responde por roubo em Sinop. Em 2017, há registros por furto e tráfico em Peixoto de Azevedo, além de roubo e porte ilegal de arma de fogo em Campo Verde. Nos anos seguintes, surgem ocorrências por desobediência (2018), natureza diversa (2018 e 2022) e roubo (2022), todas em Campo Verde.

Também figura entre os mortos Lai Tacássio Silva Moreira, com registros que começam em 2010 por tráfico e associação para o tráfico. Em 2014, responde por lesão corporal em Rondonópolis. Em 2015, há ocorrência por uso ilícito de drogas no mesmo município.

Em 2016, surgem registros por desacato e ameaça; em 2017, por tortura, todos em Rondonópolis. Em 2020, consta ocorrência de natureza diversa, seguida por furto em 2022 e prisão por mandado em 2025, também na cidade.

O quarto homem é Luiz Fernando Leiva de Andreza, com registro em 2017 por corromper ou facilitar a corrupção de menores. Em 2023, responde por perturbação do trabalho e do sossego alheios em Rondonópolis. Já em 2024, há registro relacionado à preservação de direito, também no município.

Confronto

O confronto ocorreu nessa terça (10), durante uma ação para desarticular um “escritório do crime”, que funcionava em uma residência do bairro Jardim Eldorado, além de funcionar como esconderijo de materiais ilícitos. A denúncia apontava que o local abrigaria armamentos de grande calibre, inclusive fuzis, que poderiam ser utilizados em atentados e crimes como furtos e roubos contra instituições financeiras.

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi recebida a tiros na residência gerando o confronto que culminou na morte dos quatros criminosos.

Leiagora

Foto:divulgação

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