Opinião

Segurança Pública.

Por Paulo Mattos

No Brasil todos entendemos de tudo: de futebol, política artes, cutura, questões de gênero, meio ambiente e por ai vai, e vai longe.
Todos entendemos de segurança pública, mas nosso entendimento e capacitação a respeito é dizer que os crimes estão aumentando. Quando propomos alguma medida de contenção apelamos imediatamente para o aumento do número de policiais, aumento do número de armamentos, aquisição de veículos, drones, helicópteros, tazer e demais apetrechos de combate aos criminosos.

Os estudiosos do assunto, e os pseudos estudiosos, como os grandes jornalões brasileiros, remetem aos fatos diariamente, não sem culpar o governo Lula de incapacidade de lidar com o problema, como se não tivessemos tido outros Presidentes e outras políticas, talvez de segurança pública, mas vá lá. É como se, constitucionalmente, a segurança pública não fosse dever dos Estados, esses mesmos Estados cujos governadores, por picuinhas ideológicas, se negam a formarem uma entidade nacional voltada diretamente à segurança pública, com a junção de protocolos unificados que agreguem positividade às ações de combate à criminalidade, às tais facções.
Essas facções, a bem da verdade, não se encontram instaladas somente nas favelas do Rio de Janeiro, Maceió, Salvador, Belo Horizonte. Nâo são formadas somente por aqueles sujeitos com cara de bandido, tatuados, cheios de ouro no pescoço, nos braços, dançarinos de funk e rap, sempre acompanhados de menininhas e minininhos novos, conforme o gosto sexual de cada um. Essas facções encontram-se também enraizadas nos Gabinetes refrigerados do Parlamento em Brasília, na Magistratura, nos empreendimentos econômicos, cada qual com seu representante, com seu faccionado, como estamos a ver faz muito tempo, principalmente agora, com o Caso Master e as Reags da Vida. Homens que deveriam ser o protótipo perfeito e acabado da honestidade e da luta incessante pela lei e por sua aplicação são os primeiros a se associarem às facções, ainda que estas sejam mais ricas, potentes, influentes e cheias de comparsas.

A segurança pública exige mais que esses faccionados.
Exige honestidade, decência, comprometimento com a sociedade brasileira e os seus problemas urgentes, como saúde, escolas, saneamento básico de bairros, infraestrutura, educação pública de qualidade, retirada dos jovens das ruas e esquinas e encaminhamento para centros de estudos e capacitação técnica e profissional.
Significa dar um alento para a nossa sociedade, nossos jovens envolvidos com o tráfico e demais crimes que nascem em comunidades pobres, mostrando a eles que há um caminho para o bem estar sem que se passe pela criminalidade.
Mas os críticos pensam somente em armas, em aumento do número de policiais, em presídios como El Salvador.
Neh ?

PAULO MATTOS É Formado Perito Criminal pela Academia de Polícia Civil do Paraná. Foi Escrivão de Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso. Professor da Academia de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Trabalhou como Assessor Parlamentar, na Câmara Municipal de Cuiabá. Tem artigos publicados em vários jornais, como O Estado de Mato Grosso (extinto), O Dia (Extinto), Diário de Cuiabá, A Gazeta, dentre outros. Analista político cuiabano, defensor ferrenho dos costumes e tradições de nossa terra.

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