Polícia

Sorriso MT: adolescente que degolou jovem é apreendido e comparsa se entrega

O adolescente alegou que a jovem estaria passando informações da facção para o namorado que seria de grupo rival, mas o delegado alegou que a jovem não tem registro criminal e não seria do perfil dela

 

As investigações sobre o assassinato brutal de Graziela Cristina da Silva Alves, de 18 anos, avançaram nesta sexta-feira com a identificação e detenção de mais dois envolvidos no crime ocorrido em Sorriso (398 km de Cuiabá). Entre os detidos está um adolescente de 16 anos, que confessou ter sido o responsável por degolar a vítima na madrugada de quinta-feira (15).

De acordo com o delegado Bruno França, o menor foi localizado na residência de um comparsa. Já o terceiro suspeito, sentindo o cerco policial se fechar, optou por se entregar às autoridades. O crime chocou a cidade pela crueldade: Graziela foi executada com um golpe de faca no pescoço dentro de um conjunto de quitinetes no bairro Novos Campos, enquanto os  três irmãos menores de idade eram mantidos reféns no quarto ao lado.

Tese de facção é contestada

Em depoimento, o adolescente confessou a autoria com frieza e alegou que a motivação seria uma suposta retaliação, afirmando que Graziela estaria repassando informações de uma facção criminosa para um namorado, que pertenceria a um grupo rival.

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No entanto, em entrevista à emissoras local, o delegado Bruno França refuta essa versão. Segundo ele, não existem indícios de que a jovem tivesse qualquer envolvimento com o crime organizado. “O rapaz preso é o que efetivamente cortou a garganta da menina. Ele repete a posição de que ela estaria passando informações, mas não acreditamos nisso. Ela não possui nenhum registro criminal, não é o perfil dela”, declarou.

Inicialmente, a linha de investigação aponta que ela foi morta por ter se recusado a revelar o paradeiro do namorado.

O Crime

A execução ocorreu por volta das 2h40 da madrugada. Três criminosos invadiram a casa e trancaram Graziela e seus irmãos em um quarto. Antes de matá-la, os suspeitos chegaram a realizar uma chamada de vídeo — possivelmente para “prestar contas” a lideranças criminosas.

Graziela foi levada para a sala/cozinha, onde foi atingida pelo golpe fatal. Após o crime, os suspeitos amarraram toalhas no pescoço e em uma das mãos da vítima e fugiram. O Samu foi acionado, mas a jovem já estava sem vida quando o socorro chegou.

A Polícia Civil mantém as investigações para fechar a dinâmica completa do homicídio qualificado e identificar se houve ordem direta de dentro de presídios.

Leiagora

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