Polícia

Veja quem é o contador investigado por criar 300 empresas de fachada; esposa também é alvo de operação

Polícia localizou e apreendeu um veículo Porsche e o contador mantinha um estilo de vida de alto padrão, sustentado pela movimentação financeira investigada e exposta nas redes socais.

O contador investigado como o articulador do esquema de criação de mais de 300 empresas de fachada desarticulado pela ”Operação Domínio Fantasma”, deflagrada nesta terça-feira (11), foi identificado como Eduardo Cristian Martins Correa do Nascimento, dono da empresa EMX. Contabilidade. A Polícia Civil também cumpriu mandados contra a esposa dele.
Conforme já noticiado pelo Leiagora, a ação da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta terça-feira (11), em Cuiabá e Sorriso, e tem como foco um esquema que teria movimentado cerca de R$ 5 milhões por meio de fraudes eletrônicas e golpes de comércio eletrônico.

Conforme apurado pelo Leiagora, o casal teve a residência vasculhada durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. No endereço, a polícia localizou e apreendeu um veículo Porsche, considerado bem de alto valor. O contador mantinha uma estilo de vida de alto padrão, sustentado pela movimentação financeira investigada e exposta nas redes socais de Eduardo.

A identificação do contador ocorreu após cruzamento de dados da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que apontou que Eduardo se apresentava nas redes sociais como especialista em “contabilidade digital”, voltada para dropshipping e iGaming. Segundo as investigações, ele criou mais de 300 empresas de fachada, muitas delas registradas em nome de terceiros usados como “laranjas”, com o objetivo de operar lojas virtuais falsas.

Os sites ofereciam desde roupas até cosméticos, eram impulsionados com anúncios patrocinados e, após o recebimento dos pagamentos via Pix ou cartão, eram desativados. As vítimas nunca recebiam os produtos. Quando as páginas começavam a acumular reclamações, especialmente no Reclame Aqui, o grupo abandonava o domínio e criava outro, repetindo o ciclo.

Ao todo, a operação cumpre 33 ordens judiciais, incluindo prisão preventiva, apreensão de veículos e imóveis, bloqueio de contas e suspensão de perfis e sites usados na atividade ilegal.

Eduardo e os demais investigados respondem, até o momento, pelos crimes de associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crime contra as relações de consumo.

Leiagora
Foto: reprodução

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *