Polícia

Operação mira adulteração de bebidas com metanol e atinge empresa em Várzea Grande

Ação conjunta da Polícia Federal e órgãos de fiscalização investiga 24 empresas do setor sucroalcooleiro em cinco estados; resultados de análises químicas devem embasar inquéritos sobre contaminação alcoólica.

Uma empresa localizada em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foi alvo da Operação Alquimia, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) pela Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A ação investiga possíveis casos de adulteração e contaminação de bebidas alcoólicas com metanol, substância altamente tóxica, que pode causar desde intoxicações graves até a morte.

A operação tem como objetivo coletar e analisar amostras de produtos fabricados por 24 empresas do setor sucroalcooleiro, a fim de verificar a regularidade da composição química das bebidas produzidas. Os dados obtidos nas análises laboratoriais irão subsidiar investigações em andamento que apuram a origem e o alcance da contaminação identificada em diversas regiões do país desde o início de setembro.

Ao todo, 150 servidores públicos, sendo 80 policiais federais e 70 agentes de outros órgãos, participaram das ações em 23 cidades de cinco estados brasileiros: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina. Em Mato Grosso, apenas Várzea Grande foi incluída na lista de municípios fiscalizados.

A Polícia Federal não informou o nome da empresa investigada no estado e, até o momento, não haverá coletiva de imprensa para detalhar os desdobramentos da operação.

A substância alvo da investigação, o metanol, é proibida em bebidas destinadas ao consumo humano e costuma ser usada de forma clandestina para aumentar o rendimento de bebidas alcoólicas falsificadas. O consumo dessa substância pode causar cegueira, danos neurológicos e morte, e sua presença em produtos comerciais configura crime contra a saúde pública.

Leiagora

Foto:divulgação

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