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A brasileira Seamax transforma projeto artesanal em referência mundial na aviação anfíbia leve

A Seamax consolidou-se como uma das principais fabricantes brasileiras de aeronaves leves esportivas (LSA), conquistando reconhecimento internacional com o Seamax M-22, um avião anfíbio monomotor capaz de operar em diferentes superfícies, incluindo água, terra e gelo.

A trajetória da empresa teve início no final da década de 1990, quando o designer e engenheiro aeronáutico Miguel Rosário desenvolveu uma aeronave a pedido do jornalista esportivo Armando Nogueira. O projeto recebeu inicialmente o nome de MAX, uma homenagem que reunia as iniciais de Miguel, Armando e Xapuri, cidade natal do jornalista no Acre.

O primeiro protótipo foi construído de forma artesanal no quintal da residência de Rosário, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Após uma série de testes bem-sucedidos realizados em 2000, a aeronave entrou em produção no ano seguinte. O excelente desempenho em operações aquáticas levou à adoção do nome Seamax, que passaria a identificar a marca mundialmente.

Em 2001, a primeira unidade produzida em série foi exportada para Portugal, marcando o início da expansão internacional da fabricante. O modelo rapidamente ganhou espaço no mercado da aviação experimental e esportiva graças a características inovadoras, como a capacidade anfíbia, permitindo pousos e decolagens tanto em pistas convencionais quanto em rios e lagos.

Outro diferencial do Seamax M-22 são as asas dobráveis, sistema que possibilita a uma única pessoa recolher a aeronave em menos de um minuto, facilitando o armazenamento em hangares de espaço reduzido e até mesmo o transporte por carreta. Construído com materiais compostos de alta resistência e equipado com motor Rotax 912S, o modelo também se destaca pela autonomia de voo e pelo design esportivo.

A reputação da aeronave foi reforçada por sua participação em importantes expedições internacionais. O Seamax M-22 foi utilizado em missões lideradas pela fotógrafa Patricia Schwoerer e pelo piloto Gerard Moss, além de integrar projetos do explorador francês Nicolas Hulot para a National Geographic. O modelo também conquistou a tradicional Piccola Copa Schneider, competição realizada na Itália e considerada uma das mais prestigiadas da aviação anfíbia.

Impulsionada pelo forte crescimento das vendas, especialmente no mercado norte-americano, a empresa transferiu sua sede industrial para São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Em 2020, a Seamax ampliou sua presença internacional com a inauguração de uma unidade de montagem nos Estados Unidos, instalada no parque tecnológico da Embry-Riddle Aeronautical University, em Daytona Beach, na Flórida.

Atualmente, centenas de aeronaves Seamax M-22 estão em operação em mais de 40 países, consolidando a fabricante brasileira como uma das principais exportadoras mundiais do segmento de aeronaves anfíbias leves e esportivas.

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