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Ecoturismo de Nobres: turistas com mobilidade reduzida podem se aventurar

Pousada em Nobres oferece cadeira adaptada, chalé acessível e estrutura para atender cadeirantes, idosos e pessoas com necessidades específicas

Fomos conhecer um local charmoso a cerca de 5 quilômetros da cidade de Nobres, por estrada de terra, que aposta na acessibilidade para ampliar o atendimento a turistas com diferentes necessidades de mobilidade. O Complexo Canaã conta com trilhas, piscinas, sala de jogos, brinquedoteca, tablado e chalés, além de uma cadeira especial que permite a circulação de cadeirantes por diferentes áreas do complexo. No local, conhecemos a mascote Buga, especialista no ‘nado cachorrinho’.

Recepcionados por Sandra, a proprietária do local, fomos apresentados ao ecoturismo acessível. Logo na entrada, uma cadeira de rodas modificada chamou nossa atenção e, quando explicado para que servia, não pudemos deixar de trazer para você essa novidade incrível da capital do ecoturismo.

De acordo com a responsável pelo Complexo, o público atendido inclui famílias, idosos, pessoas com baixa mobilidade e baixa visão, além de pessoas neurodivergentes, autistas e com TDAH. Para ela, a preparação para receber esse público também acontece a partir da experiência direta com os visitantes.

Um dos episódios citados por Sandra foi a visita de Richard, morador de Cuiabá e cadeirante, que passou sete meses dentro de um apartamento antes de conhecer o complexo. Segundo ela, ele realizou a trilha e também entrou no rio.

Enquanto o rapaz demonstrava encanto pela experiência que estava vivendo, a equipe compreendeu a necessidade de possibilitar essa acessibilidade ao público.

“Na água do rio, ele jogava assim com as mãozinhas para cima como se fosse voltar a ser criança, aquela sensação de vida que esse público precisa”, lembrou.

O momento, de acordo com Sandra, marcou a equipe e reforçou a importância de estruturar o espaço para receber pessoas com diferentes necessidades.

“Nós estamos sempre nos preparando e nos capacitando para isso. Podemos sempre ter falhas, porém sempre na busca de melhorar e atender ainda com mais capacidade”, afirmou.

O Complexo Canaã existe há cerca de dois anos e passou a funcionar como pousada há pouco mais de um ano. Os hóspedes ficam em chalés com valores variados. Além da hospedagem, o espaço oferece contato com a natureza e atividades ligadas ao ecoturismo de Nobres, como trilhas e banho de rio.

Segundo Sandra, a proposta é permitir que visitantes com necessidades específicas também tenham acesso à experiência proporcionada pelo destino. “Nós não seríamos nada, o Canaã não seria nada se nós não pudéssemos oferecer esse caminho para quem vem nos visitar”, declarou.

A estrutura de acessibilidade também inclui um chalé preparado para receber cadeirantes. Nas piscinas, porém o espaço estava em processo de adaptação durante a visita, com previsão de instalação de corrimãos e de um elevador que permita ao cadeirante entrar e permanecer na água ainda em setembro deste ano, segundo a proprietária Sandra.

Sandra é uma mulher que encanta com a hospitalidade ao receber os visitantes. Junto da sua equipe, ela fez questão de nos levar para conhecer toda a estrutura do Complexo. Um dos locais que chama a atenção é o deck na beira do rio. Onde o visitante tem a opção de se sentar e até fazer refeições.

Quando chegamos lá, a proprietária chamou – isso mesmo, chamou -, os peixes.

Quase como a cena de um filme digno de contos de fadas, todos os peixes prontamente apareceram próximos a onde estávamos. Sandra passou a conversar com eles e, por incrível que pareça, enquanto nadavam, pareciam atentos ao som que voz dela fazia. Foi um momento encantador de presenciar.

Outra estrela do local deu as caras nesse momento. A mascote Buga. Uma cadela destemida que ama nadar no rio e faz mergulhos dignos de saltos ornamentais. Sandra nos contou que essa paixão pela água tem uma culpada: uma capivara que mora do outro lado do rio. Segundo ela, Buga se deparou com o animal e decidiu mergulhar, pela primeira vez, para enfrentá-la.

Após isso, se tornou rotineiro ver a mascote mergulhando no rio. Sandra confidenciou que acredita que Buga, mesmo sendo um cão de pequeno porte, segue em busca da arquinimiga e vizinha para afugentar do local.

E, olha, eu te entendo Buga. Quem nunca teve um vizinho indesejado?

De qualquer maneira, é apaixonante assistir a cadelinha se aventurando nas águas geladas que correm no local.

Antes do almoço servido no restaurante, paramos no bar ao lado das piscinas para apreciar a vista.

Segundo a responsável pelo local, duas trilhas já estão disponíveis aos visitantes, sendo uma de nível radical e outra moderada. Para as trilhas, o uso de perneiras é obrigatório para evitar lesões e picadas de animais, e os equipamentos são fornecidos pelo próprio complexo.

O local conta com day use, além das opções de hospedagem. Para mais informações, clique aqui.

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Leiagora

Foto:divulgação

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