Editorial

Barreiras invisíveis se movem para proteger o senador Magno Malta da acusação de agressão contra uma enfermeira do DF

No dia 30 de abril, uma suposta agressção praticado pelo senador Magno Malta, contra uma enfermeira que o medicava enaquanto ele estava internado no hospital  DF Star.

A técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência relatando ter sofrido um tapa no rosto e ofensas verbais durante um exame, após um problema com a aplicação de contraste. Passados mais de 20 dias do burburinho, a imprensa e as autoridades se calaram, nem uma nota foi publicada desde então, numa clara demosntração que o caso será abafado mais uma vez.

O senador Magno Malta é useiro e vezeiro em criar problemas e as autoridades passarem pano, pela sua condição de senador da república, Foi assim no caso em que ele acusou injustamente Luiz Alves de Lima,  um cobrador de ônibus um em 2009,  de estuprar a própria filha. O trabalhador passou nove meses na cadeia e foi torturado por outros presos, perdendo a visão de um dos olhos, posteriormente foi  inocentado pela Justiça,  o senador nada sofreu por uma acusação  grave, que acabou com a vida de um cidadão de bem, nesse caso o Senado da República não tomou nenhuma medida contra o acusador, nem repreensão, nem afastamento, nada. Num claro passar de pano institucional para proteger  um dos seus pares.

No caso específico da enfermeira, a polícia alega que o DG Star ainda não forneceu as imagens do apartamento no momento que a agressção teria ocorrido, sem estas imagens as investigações ficam paradas, o colega (covarde) que testemunhou o tapa recuou no depoimento e a direção da unidade hospitalar, que monitora tudo com câmeras de alta segurança, ignora os pedidos das gravações feitos pela defesa.

O dito senador sumiu, ninguém sabe ninguém viu, não tem aparecido no senado, provavemente está se refestelando entre os seus no Espírito Santo, seu estado natal. Até que o caso seja esquecido.

Enquanto isso, por aqui, barreiras silenciosas e invisíveis de proteção ao um figurão da república se movem para que a justiça mais uma vez não seja feita.

José Carlos |Garcia/da editoria

 

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