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Brasil celebra recorde nas exportações

O algodão brasileiro chega ao Dia Mundial do Algodão em posição de destaque no comércio global. O país encerrou o ano comercial 2025/26 com recorde de exportações. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil embarcou 3,37 milhões de toneladas de algodão. O volume representa alta de 19% sobre o ciclo anterior e gerou US$ 5,3 bilhões. O resultado mantém o país na liderança mundial das exportações da fibra. O Brasil também ocupa a terceira posição entre os maiores produtores globais.

A data, celebrada nesta quarta-feira (7), também marca a campanha “Naturalmente Presente”, promovida pelo movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A iniciativa busca aproximar consumidores e integrantes da cadeia produtiva do algodão brasileiro. A campanha destaca a presença da fibra na agricultura, na indústria, na economia e no consumo. O Dia Mundial do Algodão foi estabelecido pelas Nações Unidas para ampliar a visibilidade da cultura e seu papel econômico e social. A data é celebrada hoje, 7 de outubro.

Algodão brasileiro amplia presença no mercado global

O avanço das exportações ocorre em uma cadeia produtiva que reúne produção agrícola, beneficiamento, indústria e comércio exterior. No ano comercial 2024/25, o Brasil havia exportado cerca de 2,84 milhões de toneladas. O novo recorde levou os embarques a 3,37 milhões de toneladas no ciclo seguinte.

Além das exportações, o algodão abastece a indústria têxtil brasileira. A demanda doméstica gira em torno de 720 mil toneladas por ano, segundo informações da Abrapa. A cadeia também investe em rastreabilidade e certificação socioambiental. O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) certificou 79% da produção nacional na safra 2024/25.

O cultivo brasileiro também apresenta forte participação do regime de sequeiro, segundo dados divulgados pela Abrapa. Nesse sistema, a lavoura utiliza predominantemente a água das chuvas. A sustentabilidade, porém, envolve diferentes estratégias de produção.

O Agro em Campo mostrou recentemente um experimento com gotejamento subterrâneo no Cerrado mineiro.
A iniciativa avalia irrigação, fertirrigação e cultivares. A área ainda está em fase de coleta de dados, sem resultados conclusivos sobre produtividade ou economia de água.

Campanha destaca presença da fibra no cotidiano

A campanha “Naturalmente Presente” propõe ampliar a percepção sobre o algodão além da produção agrícola.
Segundo Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, a cadeia envolve atividades no campo, na indústria e no consumo. “O algodão, e o algodão brasileiro em especial, carrega uma responsabilidade que vai além da lavoura: ele está presente na roupa que vestimos, na renda que geramos no campo e na cidade e na alternativa concreta que oferecemos frente aos impactos ambientais dos tecidos sintéticos. É isso que a campanha ‘Naturalmente Presente’ celebra em 2026 ”, afirma.

A Abrapa também relaciona a campanha ao movimento “Fim da Linha”, lançado com outras fibras naturais durante o Congresso Brasileiro do Algodão. A iniciativa alerta, segundo a entidade, para os impactos dos microplásticos liberados por tecidos sintéticos ao longo do ciclo de vida.

Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, as duas campanhas têm mensagens complementares.
“se os sintéticos representam o fim de um ciclo problemático, o algodão representa uma presença natural, renovável e biodegradável na história do brasileiro”

O Dia Mundial do Algodão também abre a contagem regressiva para os dez anos do movimento Sou de Algodão. A iniciativa ainda prevê o quinto desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW), ao lado do estilista Ronaldo Fraga.

Agro em Campo

Foto: divulgação – Embrapa/Fabiano José Perina

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