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Consumo de café deve crescer 2,5% em 2026

Vendas avançaram 4,65% no segundo quadrimestre, mas clima e preços podem influenciar o resultado do mercado brasileiro

consumo de café no Brasil deve crescer 2,5% em 2026, alcançando 21,9 milhões de sacas de 60 quilos, segundo projeção atualizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A estimativa aponta recuperação após a queda de 2,31% registrada em 2025, quando o mercado interno absorveu 21,409 milhões de sacas.

A projeção ainda é preliminar. Segundo o presidente da entidade, Pavel Cardoso, as condições climáticas e o comportamento dos preços da matéria-prima devem influenciar o resultado nos próximos meses.

“Se tivermos um comportamento mais linear dos preços, ainda que haja uma volatilidade nas bolsas, teremos um terceiro quadrimestre mantendo a recuperação. Mas é a conferir, porque o fiel da balança é a questão climática”, disse Cardoso.

Mercado interno acelera

Entre maio e agosto, as vendas da indústria cresceram 4,65% em relação ao mesmo período de 2025. No primeiro quadrimestre, por sua vez, o avanço havia ficado em 2,44%.

Com isso, o mercado interno movimentou 13,68 milhões de sacas entre janeiro e agosto, alta de 2,29% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado.

O resultado mostra uma aceleração ao longo de 2026. Ainda assim, o setor precisa manter esse ritmo durante os últimos meses para alcançar a projeção anual.

Preços influenciam demanda

Além do clima, os preços da matéria-prima aparecem entre os fatores que podem determinar a evolução das vendas. Para a entidade, uma maior estabilidade das cotações pode favorecer a continuidade da recuperação.

Ao mesmo tempo, a chegada da nova safra melhorou a disponibilidade para a indústria. A associação informou que a oferta entrou em uma situação de maior normalidade a partir do fim de maio, tanto para o arábica quanto para o canéfora.

No varejo, os preços médios também recuaram em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025. Segundo os dados divulgados pela entidade, o Tradicional/Extraforte caiu 21,22%, enquanto o solúvel recuou 19,31%.

Recuperação depende dos próximos meses

O cenário atual contrasta com o resultado de 2025. Naquele ano, o mercado interno recuou 2,31%, para 21,409 milhões de sacas, depois de atingir 21,9 milhões em 2024.

Agora, a entidade projeta a retomada desse patamar. No entanto, o resultado ainda depende das condições climáticas e da evolução dos preços até dezembro.

Assim, os números disponíveis até agosto indicam recuperação, mas a confirmação da projeção de 21,9 milhões de sacas dependerá do desempenho do último quadrimestre.

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