Editorial: Negação do Evangelho abre espaço para ideologia fundamentalista no Brasil.

As igrejas “ditas” evangélicas no Brasil, especialmente as neopentecostais, que tem um grande de número de fiéis, vem deixando de lado o Evangelho de Jesus e focando na “teologia da prosperidade”. Vale lembrar que o Cristo, não prometeu riquezas neste mundo, mas a vida eterna. Muitos pregadores se tornaram negacionistas dos ensinamentos do mestre e com essa atitude, eles, tem colocado dúvidas e incertezas nos fiéis leigos, quanto aos verdadeiros ensinamentos da palavra.

O comportamento entre muitas lideranças “ditas” evangélicas nesse período de pandemia, tem demostrado uma relação muito próxima com o governo central, misturando religião e política, o que podemos chamar de “Teologia do poder”, muitos pastores induzem os servos a acreditarem que ter poder e bens materiais é mais importante que a própria salvação, fugindo sistematicamente dos textos do evangelho. É um movimento de resistência teológica, que está desconstruído o verdadeiro sentido do texto bíblico, contido no Novo Testamento e distorcendo os verdadeiros valores cristãos.

Tudo isso para manter os privilégios daqueles já privilegiados, que saltitam ao redor do poder buscando as benesses que este poder, pode lhes pode proporcionar. Essa aproximação está se tornando muito forte entre as igrejas evangélicas no Brasil. Um jogo de interesses promiscuo e vergonhoso.

Está em andamento um projeto organizado e deliberado para forçar a cristofobia no Brasil. Essa ideia não é nova, e fracassou logo no início do século XXI, quando houve uma tentativa de associar supostas ofensas como perseguição à Igreja e ao cristianismo.

O deputado e pastor Marco Feliciano tem tentado trazer novamente a cristofobia para a discussão. Essa pauta no mínimo deve ser desconsiderada, mas a proposta tem ganhado força no governo de Jair Bolsonaro, a ideia de um nacionalismo evangélico, parece seduzir o presidente, que já loteou para líderes religiosos uma parte significativa do poder, como educação, direitos humanos, cultura e relações exteriores.

Vendo assim, até parece que a cristofobia é algo importante para ser debatida na atual conjuntura, o que não é. Mas o projeto está em curso e bem desenhado para a criação de uma supremacia cristã, sobre tudo, conservadora e fundamentalista.

Uma postura teológica de negação do evangelho, com o texto Bíblico e com os dogmas religiosos. Este cenário desenha um futuro de violência deliberada, vindo de encontro a tudo que conhecemos da palavra de Cristo.

Da editoria

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