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Irrigação em Mato Grosso: entenda o que mudou

Decisão judicial altera critérios de licenciamento ambiental e exige atenção dos produtores rurais à regularização de sistemas de irrigação.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) invalidou dispositivos da legislação estadual que estabeleciam condições específicas para a irrigação agrícola. A medida afeta o licenciamento ambiental, os procedimentos de regularização e determinadas situações relacionadas à captação de água.

A mudança exige atenção de quem pretende instalar novos sistemas ou ampliar áreas irrigadas. Antes de investir, os responsáveis pelos empreendimentos precisam verificar quais exigências se aplicam a cada projeto.

Licenciamento ambiental exige avaliação

Com a invalidação dos dispositivos, os produtores não podem presumir que seus projetos se enquadram automaticamente nas condições simplificadas previstas pelas regras anuladas. Agora, o órgão ambiental deve avaliar cada empreendimento conforme a legislação vigente e suas características.

Também é necessário conferir as autorizações para captar água. A outorga de uso da água, quando exigida, estabelece as condições para utilizar esse recurso em atividades agrícolas.

Por isso, consultar os órgãos competentes antes de iniciar obras ou ampliar estruturas ajuda a identificar as exigências aplicáveis e a evitar problemas durante a execução do projeto.

Regularização pode exigir análise individual

A decisão também atinge dispositivos que previam condições específicas para regularizar empreendimentos de irrigação, incluindo benefícios relacionados a sanções e multas.

irrigação
Foto: Divulgação

Quem possui processos em andamento deve verificar como a mudança afeta sua situação. Os efeitos dependem das circunstâncias de cada caso e das normas que permanecem em vigor.

Nesse contexto, a orientação técnica e jurídica pode ajudar a esclarecer dúvidas sobre os procedimentos necessários e eventuais pendências documentais.

Captação de água exige planejamento

Outro ponto relevante envolve a disponibilidade de recursos hídricos. A decisão invalidou a previsão específica de um prazo automático de 180 dias para encerrar atividades ou retirar equipamentos em situações de indisponibilidade de água.

Diante de eventuais restrições, os responsáveis pelos sistemas devem observar as determinações dos órgãos competentes e as condições das autorizações de captação. Não se deve presumir que existe um prazo geral para manter a atividade em funcionamento.

O planejamento hídrico, portanto, continua essencial para a agricultura irrigada, especialmente em períodos de maior demanda por água.

Famato orienta o setor rural

Em publicação no site oficial, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) explica os impactos da decisão judicial para os produtores rurais.

Os interessados devem acompanhar as informações dos órgãos ambientais e de gestão dos recursos hídricos para esclarecer dúvidas sobre licenças, outorgas e processos em andamento.

A decisão não proíbe a irrigação em Mato Grosso. Ela invalida dispositivos específicos da legislação estadual, e seus efeitos devem ser avaliados conforme as características de cada empreendimento.

Para quem planeja investir em sistemas de irrigação, compreender as mudanças e verificar a situação documental antes de executar o projeto são medidas importantes para reduzir riscos e garantir o cumprimento das exigências legais.

Para obter mais informações ou esclarecer dúvidas sobre a decisão, os produtores podem entrar em contato com a Famato pelo e-mail agricultura@famato.org.br.

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Foto: divulgação

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