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ISTs: ginecologista Michelly Motta fala sobre prevenção e tratamento.

O preservativo é o único método capaz de prevenir essas doenças
 

NoneDurante o Verão é uma época que todos adoram curtir um bom dia de sol. É também nessa época que surgem novas amizades e também começam novos relacionamentos, mas são necessários alguns cuidados nesses momentos, principalmente quando falamos sobre as ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). Apesar das campanhas de conscientização e do uso da camisinha nas relações sexuais, os casos ainda são preocupantes e, em alguns casos, silenciosos – o que pode ocasionar mais transmissões.

Por isso, conversamos com a doutora Michelly Motta, ginecologista graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professora na Faculdade de Medicina da Universidade Estácio de Sá, onde dúvidas sobre prevenção, gravidade e tratamento foram esclarecidas. Confira!

Estatísticas: O que acontece no Verão é um aumento das campanhas de prevenção. Todos os anos são criadas campanhas de divulgação para conscientizar a população sobre as diferentes Infecções Sexualmente Transmissíveis, buscando principalmente incentivar a prevenção por meio do uso do preservativo.

É importante entender que as ISTs são transmitidas por relações sexuais sem proteção, independente da época do ano, se é um conhecido ou alguém novo. É fundamental se prevenir com o uso da camisinha masculina ou feminina.

Durante o mesmo período em 2017 a Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indicou queda no uso do preservativo entre os que têm de 15 a 24 anos, comparado os anos de 2004 e 2013. Em 2013, apenas 56,6% dos jovens usavam camisinha em parceiros eventuais, e 34,2% com parceiros fixos. Isso é um problema grave e um dos motivos para que os jovens são o público-alvo de muitas destas campanhas.

Tratamento: Com relação ao tratamento, cada IST tem uma forma de ser tratada. Algumas têm cura e outras tratamento. Alguns exemplos de ISTs: infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C, herpes genital, tricomoníase, infecção pelo HIV, sífilis, gonorreia, entre outras. O acompanhamento médico é fundamental para que seja feito o diagnóstico correto com orientações adequadas. As ISTs precisam ser tratadas para que a transmissão não continue. Além do mais, algumas doenças como HIV e Sífilis por exemplo, se não tratadas podem desencadear problemas de saúde graves e até mesmo a morte. Por isso, garanta que o tratamento foi feito de forma correta conforme indicado pelo médico.

Prevenção: As ISTs são infecções causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismostransmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada. O preservativo é o único método capaz de prevenir essas doenças. Muitas pessoas optam por utilizar um método contracetivo como a pílula ou DIU para evitar gravidez, mas se esquecem que as ISTs ainda podem ser transmitidas se não houver o uso da camisinha (masculina ou feminina).

Conhecer os sintomas e ficar atento a qualquer alteração também ajuda muito. Ardor, vermelhidão, verruga, secreção são algumas queixas que podem ser percebidas pelo paciente e que devem ser levadas a sério.

E lembre-se: se tiver alguma relação desprotegida ou apresentar algum sintoma, procure um médico. Com exames e avaliação do profissional, é possível fechar o diagnóstico e buscar o tratamento adequado e até a cura para a Infecção. O tratamento é um direito seu.

E para finalizar, em caso de algum tipo de abuso ou violência sexual, procure ajuda judicial e médica. Existe um protocolo para lidar com essa situação e proteger a vítima de doenças e outras questões. Você não está sozinha!

GazetaMT

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