Internacional

Mulher que sobreviveu a execução “abriu um sorriso enorme”, diz jornalista

Christa Pike, condenada pelo assassinato da colega de classe Colleen Slemmer há três décadas, sobreviveu a duas injeções letais nos EUA

 

Christa Pike, condenada pelo assassinato da colega de classe Colleen Slemmer há três décadas, sobreviveu nessa quarta-feira (30/9) a uma tentativa inédita no Tennessee (EUA) de executá-la por meio de duas injeções letais, marcando o primeiro caso de tentativa de execução de uma mulher no estado em 200 anos.

Durante o procedimento, enquanto descrevia que seu braço parecia prestes a explodir, “ela abriu um sorriso enorme”, conforme relatou Tori Gessner, apresentadora da WKRN e testemunha da tentativa frusrada de execução

 

Outros jornalistas observaram Pike roncando e ofegando, enquanto a repórter Catherine Sweeney (foto em destaque) destacou a ausência de regras no protocolo estadual para falhas em doses duplas.

Testemunhas relataram que Christa, de 50 anos, ainda respirava no final da noite dessa quarta, apesar de ter recebido injeções letais projetadas para matá-la. A execução estava marcada para as 10h em razão de um homicídio cometido quando ela tinha 18 anos, e ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos.

Horas antes, a Suprema Corte dos EUA havia revogado uma suspensão emitida por um tribunal de apelações pouco antes do horário inicialmente previsto.

 

Em entrevista coletiva, jornalistas que acompanharam o procedimento relataram ter ouvido Christa roncar cerca de 40 minutos após a administração de duas doses de pentobarbital.

 

O Departamento de Correções do Tennessee confirmou oficialmente que ela sobreviveu à tentativa de execução, declarando em nota que o produto químico do protocolo costuma ser eficaz e que não há procedimentos adicionais previstos para além dos que foram realizados. Após o ocorrido, as autoridades a encaminharam para uma instalação médica externa.

Agonia

Diante do fracasso da execução, os advogados de Christa Pike criticaram severamente o episódio em declaração a uma emissora local. Eles afirmaram que o procedimento se transformou em uma verdadeira agonia e em uma clara violação do direito da condenada de ser executada sem sofrer punições cruéis e incomuns.

Este episódio marcou a segunda execução mal-sucedida no Tennessee apenas neste ano. Em maio, as autoridades penitenciárias já haviam precisado interromper a tentativa de execução de um homem condenado por homicídio depois de não conseguirem encontrar uma veia adequada para a aplicação da injeção letal.

Como desdobramento da falha, o governador do Tennessee, Bill Lee — que havia negado o pedido de clemência de Christa dias antes —, emitiu um comunicado suspendendo todas as execuções previstas para o restante do ano.

 

Além disso, o governador solicitou uma revisão abrangente e realizada por terceiros a respeito da tentativa de execução, conforme noticiado pelo jornal The Tennessean, de Nashville.

Metrópoles

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