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“Não queremos Forças Armadas se metendo nas eleições”, critica Lula

Em comício neste sábado (17/9), em Curitiba, berço da Lava Jato, Lula disse que militares não deveriam se preocupar em fiscalizar urnas

Reprodução/YouTube

O ex-presidente e candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste sábado (17/9), a atuação das Forças Armadas nas eleições de 2022. Durante comício em Curitiba (PR), cidade berço da Operação Lava Jato, Lula afirmou que os militares devem voltar a cumprir papel definido pela Constituição, de defesa nacional.

“As Forças Armadas brasileiras vão voltar a ter o papel nobre que está definido na nossa Constituição. As nossas Forças Armadas não tinham que estar preocupadas em fiscalizar urna. Quem tem obrigação de fiscalizar é a Justiça Eleitoral, os partidos políticos e os candidatos”, afirmou Lula.

No discurso, Lula apontou que as Forças Armadas devem garantir a soberania do país contra possíveis inimigos externos, tomar conta do território, das fronteiras e do espaço aéreo. “Nós queremos Forças Armadas preparadas, equipadas, bem formadas, para ninguém se meter a invadir o Brasil. Não queremos as Forças Armadas se metendo nas eleições do nosso país e nem querendo controlar urna”, prosseguiu.

O ex-presidente ainda afirmou que as gestões petistas trataram as Forças Armadas “com muito respeito”: “Nós já lidamos com as Forças Armadas e as tratamos com muito respeito. É preciso que alguns de lá tratem a sociedade com respeito, porque nós sabemos cuidar de nós e não precisamos ser tutelado.”

Em 2022, por pressão do presidente Jair Bolsonaro (PL), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nomeou as Forças Armadas para a Comissão de Transparência Eleitoral (CTE).

Embora historicamente as Forças participem de forma direta da logística eleitoral, por meio de Garantia da Lei e da Ordem, a participação se intensificou neste. Os militares, no entanto, resolveram fazer uma série de sugestões ao tribunal acerca das urnas e da apuração a fim de otimizar, segundo eles, o pleito. Algumas dessas sugestões não foram acatadas pelo Tribunal.

 
Curitiba

Lula foi a Curitiba neste sábado sob forte esquema de segurança e mobilização da militância. Ele fez campanha para aliados, como o candidato ao governo do Paraná pelo PT, Roberto Requião.

No discurso, Lula disse não ter ficado “com ódio” de Curitiba, mas gratidão, respeito e carinho pela cidade. Ele ficou preso por 580 dias após condenações por corrupção “Dizem que aquele estado é bolsonarista, pois é lá que quero ir”, disse.

Enquanto isso, neste sábado, Bolsonaro cumpre agenda em Pernambuco e vai à cidade natal de Lula, Garanhuns, com o objetivo de mostrar força política no Nordeste, reduto eleitoral do adversário.

Metrópoles

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