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“No Museu Rosa Bororo, as recepcionistas expõem descaso com o atendimento ao público.”

O reporter do site HOJE visitou o Museu Rosa Bororo, na condição de visitante com o objetivo de conhecer o acervo e acompanhar as atividades desenvolvidas no espaço cultural. A experiência, no entanto, foi marcada por um atendimento que destoou da importância do local.

Ao chegar, o repórter permaneceu por alguns minutos na entrada observando as peças expostas. Na recepção, duas servidoras estavam sentadas, concentradas em seus telefones celulares. Mesmo após cumprimentá-las com um “bom dia”, apenas uma respondeu de forma automática, sem desviar o olhar do aparelho ou demonstrar qualquer iniciativa de receber o visitante.

Já no interior do museu, o repórter permaneceu aguardando algum tipo de abordagem ou orientação, mas isso não aconteceu. Sem qualquer acolhimento, passou a percorrer o espaço por conta própria, observando as obras. A impressão inicial foi a de que o ambiente não apresentava uma exposição organizada, mas uma disposição aparentemente aleatória das peças, sem contextualização ou mediação para o público.

Diante da ausência de atendimento, o jornalista dirigiu-se a uma das recepcionistas e perguntou se ela trabalhava no local. Após a confirmação, solicitou informações sobre a mostra, recebendo as explicações ainda com a servidora sentada e assim permaneceu por todo o tempo.  Em seguida, perguntou seu nome e a função que exercia no museu, informações que foram fornecidas prontamente.

Ao questionar a identidade da outra servidora, que, até então, permanecia totalmente concentrada no celular, ela finalmente levantou a cabeça e quis saber o motivo da pergunta. O repórter respondeu que pretendia informar ao secretário municipal de Cultura sobre a recepção recebida. A partir desse momento, foi informado apenas de que ela era servidora de carreira, sem que seu nome ou cargo fossem revelados. Em tom de sarcasmo, a funcionária ainda perguntou se ele esperava ser recebido “com tapete vermelho”. A resposta foi direta: não queria tratamento especial, apenas respeito e o atendimento que qualquer cidadão merece ao visitar um espaço público.

O episódio chama a atenção porque o Museu Rosa Bororo é um patrimônio cultural do município e representa um importante instrumento de preservação da história e da identidade local. Mais do que expor peças, um museu deve acolher, orientar e estimular o interesse dos visitantes. A qualidade do atendimento é parte fundamental dessa missão.

O site HOJE acompanha as ações da Secretaria Municipal de Cultura desde foi fundado em 2019, tendo publicado inúmeras reportagens sobre eventos, projetos e iniciativas promovidas pela pasta e por instituições parceiras. Ao longo dos anos, sempre reconheceu o empenho e a dedicação da grande maioria dos servidores da Cultura. Justamente por isso, a postura observada durante esta visita causa estranheza e merece reflexão, pois não representa o padrão de atendimento que a população espera — e tem o direito de receber em um local público de cultura.

José Carlos Garcia/da reportagem

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