Política

Oportunismo e Omissão: A Saída de Célio Sesti Neto do PT Revela um Histórico de “Voo de Galinha”

Rondonópolis, MT – A recente desfiliação de Célio Sesti Neto do Partido dos Trabalhadores (PT) em Rondonópolis, após 14 anos de legenda, está sendo vendida por ele e um “site” de notícias local como uma “movimentação de bastidor”. No entanto, uma análise mais fria dos fatos mostra que a saída, feita de forma rústica por meio de um bilhete manuscrito, é o desfecho coerente para uma trajetória marcada pela sombra e pela falta de coragem partidária.

O Soldado que Nunca Foi à Guerra

Diferente de lideranças que constroem a história do partido enfrentando as urnas, Célio atravessou 14 anos de filiação sem nunca ter ocupado um cargo eletivo. Mais do que isso: nos momentos em que a legenda mais precisou de nomes dispostos a dar a cara a tapa, optou pelo silêncio e pelo conforto dos bastidores.

O exemplo mais latente ocorreu em 2020. No auge do Bolsonarismo, quando o PT enfrentava um dos cenários mais hostis de sua história e precisava montar uma chapa de vereadores combativa em Rondonópolis, ele simplesmente se escondeu. Enquanto a militância de base se sacrificava para manter a bandeira erguida, ele se recusou a colocar seu nome à disposição para qualquer pleito, demonstrando que seu compromisso com as causas progressistas terminava onde começava o seu risco político pessoal.

A Conveniência da “Guinada”

Agora, sob o pretexto de uma “guinada à direita”, ele abandona o barco da mesma forma que permaneceu nele: sem alarde, sem debate de ideias e sem lealdade. A saída “pela porta dos fundos” — selada com um pedido de desfiliação informal e desleixado — confirma que ele utilizou a legenda por mais de uma década apenas como um título de conveniência, nunca como um projeto de transformação social.

Peso Morto que se Desprende

Para a militância orgânica do PT em Rondonópolis, sua saída é vista menos como uma perda e mais como uma limpeza necessária. Alguém que passa 14 anos dentro de uma casa sem nunca ajudar colocar um tijolo, e que foge na primeira oportunidade de ir à luta, não faz falta ao projeto coletivo.
A política exige coragem e posicionamento. Ao sair sem deixar legado, sem ter disputado um voto sequer e fugindo dos embates difíceis, Célio Sesti Neto entra para a história política local não como um estrategista, mas como alguém que usou o partido até onde lhe foi útil e o descartou em um pedaço de papel amassado.

Assessoria

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