Cultura

Padre Lothar Bauchrowitz – O maior da história

*Lucas Perrone

Outro dia me perguntei: quem foi o maior rondonopolitano da história? Matutei durante um bom tempo para tentar responder, de forma honesta, a uma pergunta tão complexa e difícil.

O primeiro critério que usei foi definir, ao meu ver, o que significa ser um “rondonopolitano”. O termo, para mim, vai além do simples gentílico de quem nasce em Rondonópolis. Em minha concepção, para ser rondonopolitano, não basta apenas nascer na cidade: é preciso amá-la, viver aqui e ter serviços prestados em prol dela.

Em tese, ser rondonopolitano, na minha análise, nem exige ser natural da cidade, mas sim ter morado, amado e feito algo relevante por esta terra. Vale ressaltar que neste concurso, por questões claras, Marechal Rondon, não concorre ele é “hors concours”.

Depois, passei a utilizar outro critério: quem, em minha mente, mais fez pela habitação popular nesta cidade. Logo de cara excluí todos os políticos — alguns até contribuíram, outros não. Analisei, estudei e cheguei a um nome.

Em seguida, pensei em outro aspecto importante: quem teria feito mais pela formação educacional de Rondonópolis, quem se dedicou às creches e às escolas nos anos iniciais. Vieram à minha mente muitos nomes, de professores que muito contribuíram, mas nenhum trabalho me pareceu tão marcante quanto o daquele em quem pensei.

Depois, refleti sobre quem teria feito mais pela saúde, lutado pela construção de postos e pelo trabalho preventivo. Pensei em médicos, políticos, secretários de saúde e até em governadores, mas o nome que me veio à mente não foi nenhum deles.

Questionei ainda quem teria sido o personagem da história de nossa cidade que mais trabalhou pela estruturação de bairros periféricos e pela criação de novos, que batalhou junto à classe política por asfalto e infraestrutura.

Também considerei quem teria feito um trabalho social de acolhimento de idosos e de pessoas necessitadas nas periferias da cidade.

Pensei, pensei e cheguei à conclusão de que, dentro desses critérios, o maior rondonopolitano da história só poderia ser um padre alemão que deixou a fria Europa e veio para o calor dos trópicos, com a missão de tornar Rondonópolis uma cidade melhor para se viver e mais próxima da classe trabalhadora.

Portanto, para encerrar, esse personagem é o Padre Lothar Bauchrowitz. Ele, obviamente, não fez tudo sozinho; contou com o apoio da classe política, empresarial e da comunidade. Mas o mérito maior foi seu: ter conseguido convencer muitos de que Rondonópolis é, sim, um lugar possível.

*Lucas Perrone – Jornalista, com pós-graduação em Didática do Ensino Superior, e Designer Gráfico. É diretor de jornalismo do SBT Rondonópolis, editorchefe do site “Primeira Hora”, produtor e diretor do programa “Bom Dia Cidade”, da Rádio 104 FM, e professor universitário. Estudioso do jornalismo literário, é autor do livro “Coisas que vi, vivi e ouvi”. Atuou em vários jornais impressos e on-line, em Rondonópolis e Cuiabá, além de atuar como Secretário de Comunicação no executivo e legislativo local, e Assessor de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – AL-MT.

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