Opinião

Pesquisa revela crise de confiança no jornalismo brasileiro: 80,3% consideram informação de má qualidade

Segundo enquete publicada hoje pelo site Metrópoles, que perguntou a 2.408 leitores: “O jornalismo hoje no Brasil é?”

Apenas 4,2% dos entrevistados responderam que é de boa qualidade, 80,3% disseram ser de má qualidade e 15,5% disseram ser regular.

Isso prova duas coisas: os profissionais que atuam hoje pelo país, seja em plataformas digitais ou em veículos impressos, rádios e canais de televisão, estão cada vez mais desqualificados pela opinião dos leitores ou telespectadores.

Isto posto, resta lembrar que a maioria se informa diretamente nas redes sociais, como WhatsApp, Facebook e mesmo pelos canais de vídeos curtos, que estão proliferando pela internet e trazem muitas informações inverídicas.

Diariamente, novos portais de notícias são abertos pelo país inteiro, na sua grande maioria para defender ideias sempre radicais ou extremistas; outros para defender e publicar notícias com informações e com manchetes dúbias, levando o leitor a entender aquilo que interessa aos editores ou aos grupos que os financiam.

Influencers e criadores de vídeos para TikTok e outras plataformas têm colocado a informação séria e responsável na vala comum das fake news, levando informação sem fontes e sem checagem aos seus leitores, transformando-os em meros zumbis, desinformados e alienados.

Pior é que tem sites “ditos” sérios entrando nessa seara, levando informações que precisam, no mínimo, ter qualidade e ética para o lado da piada, do achismo. Não foi assim que aprendi a fazer jornalismo sério e ético ao longo de 50 anos.

José Carlos Garcia/da redação

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