Cultura

Dias de saudade

*Humberto Rodrigues Zanello

 

Lembranças na mochila que remetem à saudade, lembranças carregadas no inconsciente até a eternidade.

Os arquivos guardados nas pastas de nossa mente, com acesso único – o nosso – mas que podem ser compartilhados a quem queremos que sinta o que sentimos.

Lembranças do que choramos, lembranças do que rimos, que nos fazem viajar a um tempo que não volta mais.

Nos remetem a amigos de quem já não se tem notícias e às lembranças de nossos pais.

A infância, a escola, o ensino médio, as pisadas na bola, a primeira namorada, o falso amor eterno, a primeira morada e a saudade do paterno. As broncas da minha mãe sempre me disseram: “Cabeça avoada, mas inteligente”.

Dias de saudade me lembram muita gente. Onde quer que estejam, levo vocês nas pastas da mente e compartilho com quem se importa e me entende.

A saudade pode doer e ser um incômodo, mas lembro de uma pessoa amada quando adentro certo cômodo.

A saudade pode doer, mas organiza a mente pra que levemos eternamente o que o nosso coração sente.

Um cofre que levamos conosco a vida toda, e de muito valor — pois a saudade organiza, na mente, lembranças de amor.

 

 

*Humberto Rodrigues Zanello – Nasceu em Londrina – PR. Tem 25 anos e mora em Curitiba – PR, escreve desde os 10 anos de idade. É contista e poeta.

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